
O presidente Jair Bolsonaro fez pronunciamento nesta quarta-feira. Foto: Carolina Antunes/PR
No pronunciamento que fez nesta quarta-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre os empregos neste período de pandemia do novo coronavírus. Ele disse ter certeza de “que a grande maioria dos brasileiros quer voltar a trabalhar”. Sobre o isolamento social, Bolsonaro afirmou que respeita a autonomia dos governadores e prefeitos. “Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, destacou.
O pronunciamento foi veiculado em rede nacional de rádio e TV na noite desta quarta. Durante a fala, o presidente disse que, em nenhum momento, governo federal foi consultado sobre a amplitude ou duração das medidas de isolamento.
“Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, completou.
O presidente disse ter certeza de “que a grande maioria dos brasileiros quer voltar a trabalhar”. “Esta sempre foi minha orientação a todos os ministros, observadas as normas do Ministério da Saúde”, destacou.
Bolsonaro também voltou a citar o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. Segundo o presidente, as soluções para a pandemia variam de país para país.
Ele disse que os mais pobres precisam trabalhar para garantir a alimentação. “Os mais humildes não podem deixar de se locomover para buscar o seu pão de cada dia. As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença. O desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria, enfim, à própria morte”, afirmou.
Bolsonaro falou que decide as questões de país de “forma ampla” usando a equipe de ministros. “Todos devem estar sintonizados comigo”, ressaltou.
Bolsonaro afirmou que o objetivo principal do governo “sempre foi salvar vidas” e, após se solidarizar com as famílias de pessoas que morreram por causa do novo coronavírus, disse que há dois problemas a serem resolvidos e que devem ser tratados simultaneamente: o novo coronavírus e o desemprego.
Entre as medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo, o presidente citou o pagamento que começa a ser feito amanhã (9) de R$ 600, por três meses, de auxílio emergencial para trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores.
Ele destacou também a isenção do pagamento da conta de energia elétrica a 9 milhões de famílias beneficiárias da tarifa social, também por três meses meses, e a liberação de R$ 60 bilhões de capital de giro para pequenas empresas e construção civil por meio da Caixa Econômica Social.
O presidente citou, ainda, o saque, previsto para começar em junho, de até R$ 1.045 para quem tem conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Os beneficiários do Bolsa Família, que são quase 60 milhões de pessoas, também receberão um abono complementar do auxílio emergencial”, acrescentou.
Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que o Brasil irá receber da Índia, até sábado (11), matéria-prima para produzir a hidroxicloroquina, remédio utilizado para tratamento experimental da Covid-19 e também usado no tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite.
De acordo com ele, nos últimos 40 dias, após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado, passou a divulgar a possibilidade de tratamento da Covid-19 desde a fase inicial da doença.
Bolsonaro citou conversa com o médico cardiologista Roberto Kalil que afirmou que usou o medicamento e também o prescreveu para dezenas de pacientes.
“Todos estão salvos. Disse-me mais: que, mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora, para não se arrepender no futuro. Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nossos parabéns ao doutor Kalil”, comentou.
Veja mais notícias em Política