
Secretário apela a condomínios, para que atualizem câmeras de segurança e reforcem o controle, após tiroteio e prisões em condomínio de luxo
O secretário estadual de Segurança, coronel PM Louismar Bonates, faz um alerta seríssimo: “O tráfico agora usa condomínios, inclusive os mais luxuosos, porque lá a polícia não entra. Faço um apelo a síndicos e condôminos para que denunciem e reforcem a segurança interna”. A declaração veio depois que dois homens, após tiroteio, foram presos no condomínio Ponta Negra 2, onde ele mora.
Kalil Costa Almeida, 30, um dos presos pela Rocam, depois do tiroteio, é conhecido no mundo policial. Ele foi preso, em 2016, também na região da Ponta Negra, entregando drogas. O nome de um médico, associado ao pedido de 200g de skunk (maconha industrial), chamou a atenção na ocasião.
Bonates diz mais: “O tráfico tem muito dinheiro. Dinheiro vivo. Eles sabem que estamos fechando o cerco na periferia, nas bocas, e estão criando redutos dentro de condomínios de luxo. As prisões que fizemos ontem (05/01) não foram as primeiras, nesses locais, nem serão as últimas. Temos várias investigações que apontam redutos de armazenamento e distribuição de drogas em locais assim”.
Traficantes têm sido presos, em todo o País, morando em mansões e vivendo uma vida de ostentação, com carrões, mulheres e bebidas.
Condomínios de casas são os preferidos porque ficam mais expostos e o trânsito é mais livre. “É preciso atualizar tecnologicamente as câmeras de vigilância. Não adianta ter um monte desses equipamentos espalhados, se a imagem não for nítida. Por que esse movimento quase não ocorre nos prédios de apartamentos? Porque lá os elevadores são monitorados e não dá para movimentar droga sem ficar exposto”, analisa.
O secretário chama atenção também para outro detalhe, igualmente importante: “As famílias precisam ajudar no combate ao consumo porque ele está levando o tráfico, literalmente, para dentro de suas casas”, avisa.
Os consumidores que assaltam ônibus para conseguir R$ 20, R$ 30 e comprar droga não sustentam as vidas de luxo dos chefões. “Os entorpecentes são vendidos na periferia, para manter os aviões e os soldados do tráfico. Dinheiro mesmo eles ganham é com os mais abastados”, acrescenta.
“Vamos fazer um programa de esclarecimento dos síndicos. Vamos chamá-los para conversar. Não serão as portarias luxuosas que impedirão o trabalho da polícia”, revela Bonates.
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