O assassino do taxista José Vieira dos Santos, o José Baiano, morto às 2h20 da madrugada de hoje, foi identificado por câmeras de segurança de dois postos de gasolina que assaltou usando o carro da vítima. Julison Correia de Carvalho, que também é conhecido como Julinho do Areal e Índio, foi preso várias vezes e numa delas taxistas ajudaram a polícia. Hoje, logo após as mortes, ele aproveitou o rádio do carro, mandou impropérios e até anunciou que quer continuar matando, segundo relato de vários colegas de Baiano.
“O Julison é conhecido do sistema prisional, já tem a prisão decretada e a Polícia Civil segue em busca dele”, disse o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Emerson Negreiros. em entrevista coletiva, ao lado do delegado-geral Josué Rocha.
Dez assaltos
Taxistas procuraram a imprensa, ao longo do dia, para dizer que colegas sofreram mais de dez assaltos este ano, embora sem mortes. “Está difícil trabalhar assim”, disse um deles. “Vamos acabar deixando a cidade sem táxi durante a madrugada”, avisa.
Número de vítimas
A Polícia Civil bate na tecla de que o assassinato de Rinaldo de Souza Pinto, ocorrido no dia 16 de janeiro, não deve ser contabilizado na série de assassinatos envolvendo taxistas, apesar de o mesmo pertencer à categoria. “Foi um crime passional”, disse o delegado de Roubos e Furtos, Orlando Amaral.
Rinaldo foi morto por dois homens, sob encomenda de Bruna Almeida de Araújo, com quem tinha um relacionamento amoroso. O blog oferece a informação completa ao leitor, para que faça as contas e decida se são oito ou nove os taxistas assassinados este ano.
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