05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeito de Figueiredo cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas com apenas um voto contra. Veja voto divergente

Publicado em 26 de setembro, 2019

Prefeito de Figueiredo cassado

Prefeito de Figueiredo cassado por conta de doações ilegais constatadas em investigação da Justiça Eleitoral. Romeiro Mendonça (foto) deve esperar até julgamento de embargos no TRE-AM

O prefeito de Presidente Figueiredo, Romeiro Mendonça, foi cassado hoje (26/09) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Ele foi alvo de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije). A investigação constatou doações não identificadas e doações de pessoas jurídicas na campanha eleitoral dele. Ambas são vetadas pela legislação eleitoral.

Mais cedo, o prefeito de Coari, Adail Filho, foi preso ao se entregar na sede do Ministério Público Estadual.

Romeiro fica no cargo. Pelo menos até a leitura do acórdão da decisão do TRE, que deverá ocorrer na próxima semana. O texto será elaborado pela relatora do voto divergente, a juíza Ana Paula Serizawa. Há também precedentes estabelecendo a permanência até o julgamento dos embargos.

O TRE-AM julgou decisão de primeira instância e a legislação pacificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) determina execução da pena. Como se trata de questão eleitoral, a pena mais grave é a cassação do mandato de prefeito e vice. Isso porque foi a chapa que se beneficiou das ilegalidades.

O relator da Aije foi o desembargador e vice-presidente do TRE-AM, Aristóteles Thury. A juíza federal Ana Paula Serizawa fez voto-vista divergente. O juiz Marco Antônio Costa também fez voto divergente. Os dois foram acompanhados pelos demais integrantes do pleno. O resultado da votação apontou 5 a 1 pela cassação de Romeiro Mendonça. O presidente da Corte, desembargador João Simões, só vota em caso de empate.

 

Desdobramentos

O prefeito de Presidente Figueiredo deverá utilizar todos os instrumentos de recursos. Ele deve entrar com “embargos de declaração”, para esclarecer detalhes da sentença e ganhar tempo. Depois recorre ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tudo só poderá ser entendido após leitura do acórdão, quanto Ana Paula Serizawa indicará a forma de punição do prefeito.

 

Veja, a seguir, o voto divergente da juíza Ana Paula:

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