
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O deputado federal Marcelo Ramos (PL) informou que vai dar entrada em uma representação junto ao Ministério de Meio Ambiente e pedir explicações sobre a política de preservação da Amazônia. O pedido é feito após polêmicas envolvendo o Fundo Amazônia, cujos recursos são voltados a financiamento de projetos de redução do desmatamento.
Criado em 2008, o programa já trouxe ao Brasil R$ 3,4 bilhões. A Noruega é responsável por 93,8% dos valores, a Alemanha aportou 5,7%, e a Petrobras 0,5%.
No último sábado (10), a ministra alemã do meio ambiente, Svenja Schulze, anunciou o congelamento de doações de 35 milhões de euros (R$ 155 milhões) para proteção ambiental no Brasil. “A política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento”, declarou a ministra ao jornal Tagesspiegel, afirmando que, somente quando houver clareza, a cooperação de projetos pode continuar.
Hoje (13), a ministra disse que vai reavaliar também os repasses alemães para o Fundo Amazônia, centro das polêmicas.
No domingo (11), o presidente Jair Bolsonaro rebateu a ministra alemã e disse que a Alemanha “não vai mais comprar a Amazônia, vai deixar de comprar a prestações a Amazônia”. “Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso”, afirmou o presidente.
Ramos disse que quer explicações sobre a política do governo quanto ao tema. “O que quero saber é quanto o governo tem pra gastar na política de preservação da Amazônia já que diz que o Fundo Amazônia é irrisório e está fazendo tudo pra perder esses recursos. Qual a política de proteção do governo?”, afirma Ramos.
O pedido deve ser feito nos próximos dias.
CBA
Além da cobrança sobre o fundo, Ramos também pedirá informações sobre o contrato de gestão do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e que medidas o governo federal tomará para colocar o órgão em funcionamento, “já que ele é um órgão fundamental pra exploração sustentável da região”.