17/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Oito dos 9 presos, incluindo irmãos de Omar Aziz, seguem presos após audiência

Publicado em 23 de julho, 2019

Oito dos 9 presos, incluindo irmãos de Omar Aziz, seguem presos após audiência

Oito dos 9 presos, incluindo irmãos de Omar Aziz, seguem presos após audiência. Prazo da prisão temporária termina à meia-noite desta quarta. Foto: PMS

Os três irmãos do senador Omar Aziz, Amim Abdel, Manssur Muhammad e Murad Abdel, seguem presos no Centro de Detenção Provisória Masculino I (CDPM I), após passarem por audiência de custódia nesta terça-feira (23).

A ex-primeira-dama Nejmi Aziz, também presa na operação Vertex, foi solta na noite deste domingo (21). O alvará de soltura foi concedido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Oito dos 9 presos

A prisão temporária foi mantida para 8 dos 9 detidos na operação. Uma delas, a de Nafice Bacry Valoz, foi convertida em medida cautelar, pois ela possui doença crônica.

Segundo a Justiça Federal, os mandados de prisão foram expedidos para resguardar as investigações, de acordo com o juízo da 2° Vara. O prazo das prisões temporárias termina à meia-noite desta quarta-feira. Nafice é ex-representante do Governo do Amazonas em Brasília. Ela foi a única presa na capital federal.

Detidos

Além dos citados, seguem detidos José Renato de Lima Junior (sargento da PM), Ricart Campos Marques (2º sargento da PM e assessor direto de Omar Aziz), Paulo José Gomes da Silva (sub-tenente da PM e assessor direto de Nejmi Aziz) e Josenário Baracho de Figueiredo (coronel da PM).

Operação Vertex

Oito mandados de prisão temporária foram cumpridos em Manaus, durante a operação Vertex, no dia 19. A operação investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência à organização criminosa. Um outro mandado de prisão foi cumprido no Distrito Federal.

Carros de luxo e bens de alto valor foram apreendidos, mas o volume de bens não foi divulgado. A investigação foi desmembrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Operação Maus Caminhos, em razão de indícios detectados de recebimentos de vantagens indevidas pelo ex-governador Omar Aziz, que por exercer o cargo de senador, poderia ter direito a foro privilegiado no STF.

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