Houve uma verdadeira guerra pela ocupação das Comissões Técnicas da Assembléia Legislativa do Amazonas. Todos os deputados querem dar o máximo de visibilidade aos mandatos – o vulgo diria, de forma direta e impiedosa, “todos querem aparecer”. Até aí, nada de errado. Ocorre que, após a conquista do cargo, as tarefas do dia seguinte chamam os eleitos.
Presidente de Comissão tem, por exemplo, direito a escolher os assessores que ocuparão cargos de confiança. Que tal, agora que a legislação veda o nepotismo (contratação de parentes), direto ou cruzado (um contrata o parente do outro), chamar técnicos que estejam à altura do desafio de estruturar um Estado complexo que nem o nosso?
Advogados, engenheiros, economistas, sociólogos, assistentes sociais, pedagogos são indispensáveis nas comissões de Constituição e Justiça, Infraestrutura, Economia e Finanças, Educação etc. Como é possível dispensar pedagogo na discussão da questão educacional? Pois acontece.
Os presidentes, agora que venceram a justa batalha de ocupar o cargo, têm a obrigação de vir a público e explicar os seus planos de trabalho. Querem um prazo? O fim de fevereiro é razoável. A partir daí, sem mais nem menos, vamos armar uma trincheira na porta da Assembléia Legislativa e exigir, de um por um, o planejamento que suas equipes prepararam.
Chega de a Assembléia Legislativa agir como mera depositária das vontades do governador. Parlamentares lúcidos, ativos, atuantes podem – e devem! – ajudar muito o chefe do Executivo.
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