Os técnicos do Governo do Estado ganharam mais dois dias para criar as condições de o governador Omar Aziz anunciar, no momento do lançamento do projeto da Cidade Universitária da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), a data em que proferirá a aula magna da nova sede. O lançamento terá como ponto alto a exibição das maquetes física e eletrônica da obra, que chegaram a Manaus no fim de semana passado.
O anúncio da nova data foi feito por Omar, hoje, durante viagem ao município de Codajás (a 297 quilômetros de Manaus), onde ele entregou auxílio financeiro e implementos agrícolas aos atingidos pela cheia e notebooks a professores da rede municipal. O governador estava acompanhado da presidente do Fundo de Promoção Social (FPS) e primeira-dama do Estado, Nejmi Aziz, e de José Melo, vice-governador.
Na ocasião, Omar deu o tom do discurso que vai usar em todo o interior. “Nós vamos construir essa obra em Iranduba e lá terá alojamento para dois mil alunos. Eu quero que as pessoas que moram em Codajás possam ir para lá, se formar e voltar um dia para poder fazer com que Codajás e outros municípios possam crescer através do conhecimento”, disse. A Cidade Universitária da UEA terá, além do alojamento, um hospital universitário com 200 leitos e as unidades acadêmicas que abrigarão alunos da instituição, conforme adiantou.
O plano diretor urbano e o projeto básico avançado da Cidade Universitária estão sendo elaborados pelo Consórcio TL Associados, escolhido por licitação. O plano consiste na estrutura que desenvolverá a ocupação urbana em torno da Cidade Universitária. O projeto básico avançado prevê, entre outros itens, as edificações que vão compor o complexo, o sistema viário e de serviços e a sinalização, além da localização dos serviços de atendimento, comércio, segurança, educação e lazer.
Festa
O evento em Codajás teve a entrega de 200 notebooks (computadores portáteis) para professores da rede municipal, na Escola Municipal Professora Maria Amélia Pereira, como parte do programa Professor na Era Digital, que visa estimular o uso da tecnologia como apoio ao ensino. Omar anunciou que o Município terá também os programas sociais do Governo “Oportunidade e Renda”, para qualificação e estímulo à geração de empregos e novos negócios, e o “Viver Melhor”, voltado ao atendimento das necessidades de pessoas com deficiência.
No Centro Cultural do município, o governador entregou 2.660 cheques do programa Amazonas Solidário, no valor de R$ 400, cada, a famílias atingidas pela cheia do rio Solimões. Os produtores rurais receberam 550 motores de rabeta, dois grupos geradores, 40 kits para produção de farinha, 50 kits de ferramentas e 60 kits para pesca.
O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) afirma que 820 produtores rurais de Codajás também deverão ser contemplados com R$ 4,6 milhões em créditos, via Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).
Omar Aziz disse que o Governo do Estado vai recuperar as áreas mais atingidas pela cheia, melhorando inclusive o sistema viário. Ele informou que o projeto da estrada que liga Anori a Codajás está em fase final de elaboração para ser licitado e que a obra inicia este ano. Adiantou que a licitação para o hospital do Município deve ocorrer nos próximos meses e que, até o dia 28, o Estado abre licitação para a compra de uma ambulância, o que deve ocorrer em 90 dias após a licitação.
Enchente
Além de Codajás, recebem o auxílio financeiro, até segunda-feira, as famílias atingidas pela cheia nos municípios de Beruri, Silves, Novo Airão, Novo Aripuanã e Careiro Castanho, totalizando 74,6 mil famílias beneficiadas em 52 cidades, com R$ 29.827.600,00.
As ações da Defesa Civil do Estado alcançaram 53 municípios, incluindo ajuda humanitária e auxílio financeiro, com mais de 150 toneladas de itens entre cestas básicas, kits de higiene pessoal, kits de limpeza, kits de medicamentos, kits dormitório, filtros microbiológicos e hipoclorito de sódio. Logo no inicio da cheia, foram feitos convênios que somam R$ 850 mil, com sete prefeituras, para ações imediatas. No Careiro da Várzea, um dos municípios mais afetados, 31 famílias tiveram que ser remanejadas para duas balsas com barracas, colchões, roupa de cama, moto bombas, banheiros químicos, cozinha e tanque de água. Outras 19 ficaram em barracas instaladas na orla da cidade e 30 foram abrigadas em escolas.
Na capital, foi lançada a Operação Enchente, com 21 pontos de intervenção em áreas alagadas nos bairros Educandos, Matinha, São Raimundo, Bariri, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Glória, Centro, Aparecida, São Jorge, São Geraldo e Comunidade Sharp. Nesses locais foram realizados serviços de limpeza de igarapés, retirada de lixo, construção de passarelas, rip rap, pontes de acesso, além da distribuição de 736 kits de madeira para a construção de marombas nas casas, de cestas básicas e de filtros de água.
No Centro de Manaus, onde a água atingiu parte da área comercial, foi feito o bombeamento da água represada proporcionando o fluxo reverso entre a água de esgoto com a do rio Negro, com o objetivo de inibir o mau cheiro e evitar doenças. Também foram lançadas dez toneladas de óxido de cálcio (cal) para a descontaminação e o tratamento químico-biológico que consiste na utilização de micro-organismos na recuperação de áreas contaminadas e a biodegradação, processo de decomposição de matéria orgânica de efluentes.
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