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O deputado federal Pablo Oliva (PSL) participou de uma reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e avalia que o governo federal está evoluindo nas conversas com os partidos políticos sobre a reforma da Previdência. No caso do Amazonas, o principal pleito abordado foram as aposentadorias rurais.
O governo federal está realizando uma série de reuniões com os partidos, na articulação pela reforma da Previdência, que foi duramente criticada por alguns parlamentares. Nesta quinta-feira (4), Oliva esteve reunido com o ministro Onyx e o deputado federal Marcelo Freitas, também do PSL.
“O governo evoluiu na conversa com os partidos”, disse Oliva, destacando que cada partido segue linhas diferentes, por isso, a articulação é complicada.
No caso do Amazonas, o deputado tratou principalmente das aposentadorias rurais. “Pra quem mora no interior, às vezes essa é a única fonte de renda e queremos manter esse benefício sem perdas”, disse o deputado.
Reunião com Bolsonaro
A reunião com o presidente Jair Bolsonaro na próxima quinta-feira (11) servirá, segundo Oliva, para a bancada amazonense mostrar o que deseja. “Vamos levar os anseios da Zona Franca, a questão dos Concentrados e as obras de infraestrutura que o Amazonas precisa”, afirma Pablo, destacando que a bancada está caminhando “junta e em unanimidade”.
Dentre todos os temas, o Polo de Concentrados será o principal, diz o também deputado federal Sidney Leite (PSD). “Vamos ser diretos e mostrar que se esse decreto passar vai afetar o Polo de Concentrados. Se for tomado essa medida, grandes empresas vão sair do Amazonas e até do Brasil”, afirma.
Leite esteve reunido com representantes das empresas de Concentrados e disse que as companhias reforçaram suas preocupações com o decreto, que mexe nos créditos gerados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
O ex-presidente Michel Temer reduziu os créditos gerados de 20% para 4%, mas recuou no fim do ano e baixou um decreto transitório de 12% até junho e 8% até dezembro. A partir de janeiro de 2020, se o governo Bolsonaro não fizer nada, os créditos gerados voltarão a 4%, o que tem feito multinacionais como Coca-Cola e AB Inbev, que produz o Guaraná, ameaçarem, nos bastidores, abandonarem a produção na região.
Texto: Laís Motta
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