O apoio de Amazonino Mendes a Omar Aziz traz, naturalmente, o espaço para que o prefeito de Manaus influa na indicação do candidato a vice. O assunto é um vespeiro.José Melo foi indicado para o posto por Eduardo Braga. Este, por sua vez, estaria sendo pressionado pelo Planalto a apoiar Alfredo Nascimento. Mexer com Melo seria dar o pretexto para que o ex-governador apeasse do barco ou, no mínimo, lavasse as mãos quanto a Omar e proclamasse a neutralidade de sua candidatura ao Senado.
Surge agora, no horizonte, a possibilidade de Amazonino indicar para vice o deputado estadual Liberman Moreno. Nada contra ele. Tem trabalho no interior e a confiança de Amazonino. O que se indaga é a capacidade de movimentar a máquina municipal e, sobretudo, fazê-la sentir-se representada por ele.
Não, não estou recomendando um crime eleitoral – o uso explícito da máquina municipal na campanha de Omar –, mas lembrando que o nome indicado pelo prefeito se tornará, naturalmente, uma espécie de estuário das reivindicações populares na cidade. E as demandas são enormes.
A história política do Amazonas anota várias candidaturas que, bem analisadas, foram lançadas apenas para perder.
José Melo foi o nome escalado por Braga para missões espinhosas, junto aos prefeitos. Tenho ouvido vários que me dizem estar insatisfeitos com a indicação. É um risco. Já pensou se resolvem dar o troco agora?
Amazonino, Braga e Omar precisarão conversar fraternal, política e pragmaticamente sobre o vice. O mais urgente possível. Não apenas para escolher o nome, mas, sobretudo, o “timing” certo para o anúncio.
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