03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Quatro presos na Operação ‘Cashback’ ganham liberdade após decisão de desembargadora

Publicado em 14 de outubro, 2018

Quatro presos na operação Cashback tiveram pedidos de habeas corpus aceitos pela desembargadora do TRF1. Foto: David Batista/ PMS

Sérgio Roberto Melo Bringel, Yuri Ferreira Sabá, Wescley Acedo de Oliveira e André Luis Becil, presos na Operação “Cashback”, deflagrada na última quinta-feira (11), pela Polícia Federal em Manaus, como desdobramento da Maus Caminhos, foram soltos neste domingo (14).

A desembargadora Maria do Carmo Cardoso, corregedora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), aceitou os pedidos de liberdade por habeas corpus solicitados pelos advogados de defesa dos detidos. A operação investiga esquema de desvio de milhões de reais de verbas da saúde do Amazonas.

Esquema

Outros acusados do esquema de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção, como o empresário Murad Abdel Aziz,irmão do senador Omar Aziz (PSD), e o advogado Lino José de Souza Chíxaro, ex-deputado estadual e ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), continuam presos no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

Os quatro soltos deixaram a cadeia por volta das 16h. A “Cashback” foi deflagrada com o cumprimento de 16 mandados de prisão, de busca e apreensão e outras ordens judiciais, com objetivo de investigar a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.

Organização

Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos, em 2016.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Milionários

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões.

As prisões, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais.

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