07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Irmão de senador, alvo da operação ‘Cashback’, está foragido

Publicado em 11 de outubro, 2018

Federais também fizeram buscas em condomínios de luxo na Ponta Negra. Foto: Divulgação

Um dos alvos da Operação “Cashback”, deflagrada pela Polícia Federal do Amazonas nesta quinta-feira (11), em Manaus, o irmão do senador Omar Aziz (PSD), Murad Aziz, encontra-se foragido.

A operação é um desdobramento da Maus Caminhos, que investiga o desvio de mais de R$ 500 milhões da área da saúde no Amazonas e já prendeu o ex-governador José Melo, a ex-primeira dama, ex-secretários, políticos e empresários envolvidos em crimes desde peculato, corrupção passiva até tortura.

Busca e apreensão

As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal, e cumpridas por 150 policiais federais.

Agora pela manhã, a PF fez buscas e apreensão no condomínio de luxo na Ephigênio Sales e na Ponta Negra. Também foi feita busca e apreensão na empresa Grupo Bringel, responsável por prestar serviços hospitalares ao Estado do Amazonas. Bringel é um dos fornecedores de serviços hospitalares para a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam).

Entre os alvos da “Cashback” estão ainda o advogado Lino Chíxaro, ex-diretor-presidente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). A PF fez buscas na academia AZ Fitness, no Parque das Laranjeiras.

Mais de R$ 500 milhões

De acordo com a Polícia Federal, a “Operação Cash Back” investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.

Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social (pessoa jurídica sem fins lucrativos – ONG), não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões.

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