O calendário de atividades do Comando Local de Greve (CLG) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) será divulgado nesta quinta-feira (17/05), data de início da paralisação, às 8h, durante coletiva à imprensa, no auditório Dr. Zerbini, na Faculdade de Medicina da Ufam (Rua Afonso Pena, 1.053, Centro).
Os professores irão relembrar todo o processo de negociação com o governo federal desde a gestão Lula, explicar os motivos da greve e destacar os principais pontos de reivindicação do movimento.
Segundo o 2º vice-presidente Regional Norte I do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), professor Jacob Paiva, o objetivo principal dos docentes é explicitar para a sociedade os motivos que levaram a deflagração da greve dos professores das universidades federais. “Também vamos explicar o processo de desenvolvimento da greve da Ufam, a criação dos comandos local e nacional da greve e as essencialidades das atividades que irão dar prosseguimento ao movimento paredista”, informou.
Reivindicações – Os docentes reivindicam a reestruturação da carreira, prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal. A categoria pleiteia ainda carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – atualmente calculado em R$ 2.329,35 – e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
O vencimento básico de um professor federal é, hoje, de R$ 557,51, para uma jornada de 20 horas semanais. O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação. Mas as negociações para a reestruturação da carreira não avançaram.
Reitoria – A coordenação do Comando Local de Greve (CLG) dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) protocolizou, na tarde de terça-feira (15/05), no gabinete da Reitoria, a decisão de paralisação das atividades, por tempo indeterminado, aprovada em Assembleia Geral na sede da Adua. Os docentes confirmaram, sem nenhum voto contra, adesão à greve nacional das universidades públicas federais, que começa nesta quinta-feira (17).
De acordo com o presidente da Adua, Antônio Neto, a protocolização atende a uma recomendação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), do ponto de vista da legalidade do movimento paredista. “Com esse ato, nós cumprimos o dispositivo legal de informar à Reitoria a deliberação dos professores pela greve”, disse.
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