Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) decidiram aderir à greve nacional, durante Assembleia Geral realizada na manhã desta terça-feira (15/05), na sede da Associação dos Docentes da Ufam (Adua). As atividades docentes paralisam a partir desta quinta-feira (17/05), mas os grevistas afirmam que será uma greve de ‘ocupação’ do campus universitário por tempo indeterminado.
Segundo a Adua, mais de 150 pessoas, entre técnicos, alunos e professores, participaram da assembleia. Pelo menos 90 docentes, sindicalizados e não-sindicalizados, participaram da votação. Desse total, houve apenas duas abstenções e nenhum voto contra.
O CLG irá se reunir, hoje, às 15h, para protocolizar a decisão na reitoria da Ufam, solicitando a suspensão do calendário acadêmico. A assembleia escolheu o professor do curso de Ciências Sociais, Luiz Fernando Santos, como representante do CLG nas reuniões em Brasília (DF). Um dos pontos definidos na assembleia foi o desconto de R$ 50 do salário dos professores para viabilizar os custos da paralisação.
Reivindicações
A principal bandeira de luta dos professores federais é a reestruturação da carreira docente, aprovada durante o 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro. A proposta está prevista no Acordo firmado em 2011 que ainda não foi cumprida pelo governo federal. “Ontem, a presidente Dilma Rousseff aprovou o reajuste de 4%, mas este valor sequer compensa as perdas que tivemos com esses últimos anos de inflação”, ressalta o 2º tesoureiro da Adua, professor Luiz Fábio Paiva.
A categoria reivindica carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. Hoje, o vencimento básico de um professor federal é de R$ 557,51, para uma jornada de 20 horas semanais.
Sintesam
O Sintesam (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas) concluiu, na manhã desta terça-feira (15), o debate e a aprovação do plano de lutas deliberado no 21º Congresso da Fasubra, realizado em abril, em Poços de Calda-MG. Na assembleia geral dos técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) também foram eleitos os delegados que vão participar da Plenária Nacional da Fasubra, que será realizada nos dias 18 e 19, em Brasília.
A eleição (chapa única) credenciou Ronaldo Pontes Ferreira (Medicina), Terezinha Brandão (Prefeitura do Campus) e Ronaldo Vitoriano (Faculdade de Odontologia) e os suplentes Luiz Carlos Bonates (ICB) e Francisco Viana do Nascimento (CEPRAM).
Na segunda-feira (14) o Sintesam também realizou a assembleia com os servidores da Universidade do estado do Amazonas (UEA) para debater a pauta e eleger delegado para a plenária da Fasubra. A escolhida foi Janaína Albuquerque Gomes (Reitoria UEA). Além da plenária, os representantes vão integrar o Dia Nacional de Luta: Caravana a Brasília, na quinta-feira (17).
Os servidores aprovaram ainda duas moções de repúdio direcionadas à Reitoria da Ufam e uma contra ato, da presidente Dilma Roussef, de veto ao Projeto de Lei que acrescenta ao artigo 401 da CLT, um parágrafo que estabelece multa a ser paga pelo empregador à trabalhadora, caso haja diferenciação por sexo, idade, cor ou situação familiar.