
Arthur desafia Amazonino a lhe entregar comando da segurança pública do Amazonas e analisa as saídas do vice-prefeito Marcos Rotta e do presidente da Câmara, Wilker Barreto, que decidiram apoiar Amazonino
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, mira a segurança pública como alvo na briga política com o governador Amazonino Mendes. “Você já viu ele chamar de feio algum traficante? Para ele, os traficantes são o Brad Pitt. Amazonino, me entregue o comando das polícias e você vai ver segurança de verdade. Ele disse, pra mim, não foi pra ninguém, que esse plano dele de segurança só vai dar certo em quatro anos. Ora, daqui a quatro anos nós todos estaremos mortos”, disse o prefeito.
Arthur falou ao Portal do Marcos Santos nesta quarta (09/08), no Parque das Tribos, invasão localizada ao lado da antiga Cidade das Luzes, no Tarumã. A Prefeitura está asfaltando e iluminando 40 ruas da comunidade, onde o cacique garante residirem representantes de 35 etnias.
O prefeito também comentou a nova correlação de forças na Câmara Municipal, com a saída do presidente, Wilker Barreto, de seu grupo. Wilker agora apoia Amazonino Mendes, mas Arthur disse que não haverá problemas. “Tenho muitos amigos lá e já conversei com quase todos. Mas o que vai fazer? Uma CPI contra mim, depois de tantas arquivadas? Mesmo essa gente terá que ter algum tipo de coerência. Sem coerência, ninguém consegue viver”, alfinetou.
“Não foi por falta de aviso, nem de amor. Eu avisei o vice-prefeito que ele estaria, no grupo do Amazonino, sob desconfiança. É assim que ele age. Foi assim durante toda a vida pública dele. Se ele for asfaltar Manaus, não pode fazer tapa-buraco, só recapeamento. Que façam bem feito”, disse. O vice-prefeito Marcos Rotta foi convidado, oficialmente, nesta quarta (08/08), para assumir a Secretaria da Região Metropolitana de Manaus.
Sobre o quadro eleitoral, com as chapas de candidatos ao governo conhecidas, ele disse que espera que a disputa seja leal. “Haverá uma luta dura. Temos três chapas em condições de concorrer. O governador, mesmo não tendo presença no governo, tem representatividade eleitoral. De minha parte, estou onde sempre estive, em todas as minhas batalhas: pronto para a luta.”