
Idalina de Souza foi condenada a 16 anos de reclusão. Sua namorada, Jucirlane Batista, recebeu sentença de 14 anos, ambas em regime fechado. Foto: Divulgação
O Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou e condenou Idalina de Souza Lima e Jucirlane Batista Sales, pela morte da aposentada Dalila de Souza Lima – mãe de Idalina –, crime ocorrido em julho de 2013, na zona Leste da capital. Jucirlane era namorada de Idalina na época.
Com o reconhecimento, pelo júri, da autoria e das qualificadoras do crime, Idalina foi condenada a 16 anos de reclusão, em regime fechado. Jucirlane, por sua vez, recebeu pena de 14 anos a ser cumprida no mesmo regime.
A sessão de julgamento, concluída por volta das 20h desta terça-feira (8), no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro de São Francisco, foi presidida pelo juiz Celso Paula e Silva. O Ministério Público foi representado pelo promotor de justiça Armando Gurgel Maia.
Na defesa das acusadas atuaram os advogados Tiago Brito Mendes e Orlando Patrício Sousa. Idalina e Jurcilane respondiam a ação penal em liberdade e poderão apelar da sentença da mesma forma.
Idalina Lima teve a pena base fixada em 14 anos de reclusão. Mas, ao fazer a dosimetria da pena, o juiz considerou que não havia presença de circunstâncias atenuantes em favor da ré e, ainda, que a mesma praticou o fato delituoso contra a própria genitora, “circunstância agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea ‘e’, do Código Penal”.
Por esse motivo, o magistrado agravou em mais 2 anos, ficando a pena definitiva em 16 anos de reclusão.
Consta no inquérito da Polícia Civil do Estado do Amazonas que deu origem à ação penal proposta pelo Ministério Público (MPE-AM), que as acusadas mantinham um relacionamento amoroso, o qual não era aceito por Dalila.
Segundo relato de testemunhas, por causa das desavenças, a filha costumava ameaçar a mãe de morte, além de infligir constantes maus tratos à aposentada.
No dia do crime, em 23 de julho de 2013, na rua Goytacaz, bairro Cidade de Deus, zona Leste de Manaus, os vizinhos testemunharam quando as duas chegaram à casa da vítima e, depois, saíram chorando, dizendo que a Dalila havia cometido um suicídio.
A polícia foi acionada e, com o avanço das investigações, foi constatado que Dalila fora morta por asfixia, conforme reforçado por laudo necroscópico constante dos autos.