
Adolescente foi internado em estado gravíssimo no João Lúcio, mas não resistiu aos ferimentos. Foto: Divulgação
Após passar seis dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, na zona Leste de Manaus, o adolescente Emanuel Menezes Pantoja, 15, morreu na noite deste domingo (22).
Ele foi atingido com um tiro na cabeça, após estar envolvido no meio de uma ação policial no dia 16 de abril, no bairro Nossa Senhora de Fátima I, zona Norte.
No último boletim médico emitido pelo João Lúcio, na terça-feira, o adolescente apresentava quadro gravíssimo na UTI do hospital, após ser submetido à neurocirurgia para estancar o sangramento e corrigir afundamento craniano.
O paciente deu entrada na unidade na segunda, com um tiro na cabeça, após ser transferido do Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, onde recebeu os primeiros socorros. Ele não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.
Por meio de nota, a assessoria da Polícia Militar informou que na tarde de segunda-feira (16), a guarnição havia recebido uma denúncia de tráfico de drogas na área. E ao chegar ao local, os policiais foram recebidos a tiros.
Durante o tiroteio, o adolescente, que teria envolvimento com o tráfico, foi baleado, sendo socorrido imediatamente e levado para o Platão Araújo.
Ainda segundo a PM, com o adolescente foram encontrados entorpecentes, uma quantia em dinheiro e um revólver calibre 38, com três cápsulas deflagradas, que teriam sido usadas para realizar os disparos contra a guarnição.
Todos os materiais foram apresentados na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), que realizará a apuração dos fatos.
Revoltados, amigos e familiares protestaram no início da noite de segunda-feira exigindo justiça. A versão de parentes e testemunhas dá conta de que Emanuel estaria jogando bola na rua com outros garotos quando a polícia chegou e pediu para que ele encostasse na calçada.
Durante a abordagem teve início um tiroteio e o jovem foi atingido na cabeça. A manifestação aconteceu na rua Galiléia. A família acusa os policiais de terem plantado provas para incriminar a vítima.
Segundo os familiares Emanuel Menezes foi vítima de um erro policial. Revoltada, a mãe do adolescente, Gilmara da Silva Menezes, 31, diz que vai lutar para conseguir a expulsão do policial responsável pelo tiro.
Reportagem: David Batista