O motorista José Bugle Ferreira da Silva, 42, que atingiu o peso de 262 quilos, está apelando por ajuda para realizar o tratamento necessário. O fisioterapeuta cardiopulmonar Édson Paiva, que tem acompanhado o drama da família, afirma que ele precisa, de imediato, de uma bala de oxigênio e um suporte de ventilação. “Ele não está conseguido respirar direito e já está desenvolvendo outras complicações”, explicou. A gordura e o peso excessivo comprimem os pulmões e causam náuseas e falta de ar.
“Quero viver. Tenho minha família e preciso da ajuda de todos. Governador Omar, dona Nejmi, secretário Wilson Alecrim, doutor Deodato, prefeito Amazonino, me ajudem!”, desabafa, aos prantos, o motorista. Ele vive hoje no sofá da casa onde mora, na avenida Manaus 2000, entre o Distrito Industrial e o conjunto 31 de março, o Japiim.
O drama de Bugle afeta toda a família, amigos e vizinhos. A esposa dele, Ana Cíntia, confessa que está decepcionada com a falta de apoio das autoridades, que não encontram uma solução para conter a obesidade mórbida do marido. “Desde 2007, quando percebemos o problema, procuramos ajuda. Ele precisa fazer essa operação, mas não conseguimos. Rodamos vários hospitais, mas até agora nada. Isso não é justo com ele. Ele quer viver. Precisa apenas do empenho das autoridades. Me ajudem. Por favor!”, diz, em prantos.
José Douglas, Wilma e José Roberto, irmãos de Bugle, tentam ajudar o irmão. Segundo Douglas, a família já tentou recorrer a várias autoridades, hospitais, mas não tem conseguido sucesso. “Acreditamos que ele precise urgentemente de uma internação ou no mínimo acompanhamento médico, mas não temos isso. Estamos sofrendo em vê-lo nessa condição, mas não vamos desistir”, disse.
Cíntia olha para o marido. Ele faz enorme esforço pra respirar. Ela apela: “Meu amor, faça sua parte. Não desista que nós vamos conseguir”.