06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Aumentam os focos de caramujo africano em Manaus com as chuvas

Publicado em 08 de março, 2012

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) registrou o aumento no número de denúncias relacionadas a focos de caramujos africanos na cidade. Até a última terça-feira, o órgão havia recebido 83 denúncias desde o início do ano. De terça para quarta-feira (7), o número subiu para 91. Até então, a media diária era de uma denúncia por dia proveniente das mais diversas áreas da cidade.

O problema maior se concentra nas localidades próximas a terrenos particulares abandonados ou áreas públicas que se transformam em lixeiras viciadas. O acúmulo de entulhos e principalmente restos de comida propicia a proliferação.

As denúncias podem ser feitas pela Linha Verde da Semmas (08000-92-2000) ou pelo telefone 3236-6712, da Gerência de Educação Ambiental,  setor que se encarrega de realizar visitas técnicas nos locais a fim de orientar os moradores sobre como fazer a coleta e o extermínio dos caramujos de forma segura. “É importante salientar que o nosso trabalho é educativo e visa sensibilizar as pessoas para a responsabilidade de cada uma manter seus terrenos limpos, sem acúmulo de entulho nem restos de comida, e seguirem os seis passos para a erradicação da praga”, afirmou Manoel Oliveira, técnico em Educação Ambiental da Semmas.

O caramujo africano pode hospedar parasitas transmissores de doenças

Os passos para o manuseio correto são: primeiro, saber diferenciar e identificar o caramujo africano, proteger a mão com um saco plástico, pegar os animais com a mão protegida e colocá-lo no saco, esmagá-los com uma pedra ou pedaço de madeira, colocar sal ou cal, e dispor na lixeira ou no local da passagem do veículo de coleta de lixo uma hora antes dele passar.

Manoel ressalta também a importância de se denunciar também a existência de terrenos particulares abandonados que estejam servindo como focos. Neste caso, os proprietários dos terrenos são identificados e notificados, recebem um prazo para a realização da limpeza das suas áreas e se não o fizerem, podem ser multados em até  50 UFMs (Unidades Fiscais do Município), o equivalente a R$ 3,5 mil.

O técnico explica que não há motivo para alarde. “A coleta e o extermínio do animal feito de forma segura, somado às ações de limpeza e manutenção, são suficientes para acabar com o problema”, afirma Manoel Oliveira, lembrando que o caramujo africano não morde, não pica, nem libera substância venenosa. “A recomendação que fazemos é de que apenas pessoas adultas, com a mão protegida, façam os seis passos. A proteção da mão é exatamente para evitar o contato com a mucosa do animal, que por ser uma espécie que rasteja pelo chão e pelo lixo pode hospedar vermes e parasitas causadores de doenças”, observa ele.

Veja mais notícias em Destaques

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.