05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Pacientes perdem membros por demora em exames, denuncia Luiz Castro

Publicado em 21 de março, 2018

Paciente com quadro de necrose. Fotos: Cleiton Passarinho/Divulgação

 

A demora nos exames de angioplastia e cateter está provocando a amputação de dedos e até membros de pacientes vasculares, devido ao quadro de necrose, internados nos hospitais Platão de Araújo e João Lúcio. A denúncia foi feita pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede) da tribuna da Assembleia Legislativa (Aleam), nesta quarta-feira (21).

Muitas amputações poderiam ser evitadas se o governo do Estado agilizasse os procedimentos no Hospital Francisca Mendes, onde as análises vasculares são realizadas, segundo o parlamentar.

“A situação afeta não somente os pacientes diabéticos, hipertensos e com sérios problemas de articulação em braços, pés e mãos, internados nos prontos socorros João Lúcio e Platão Araújo, tomando vagas, leitos, e atenção de outros pacientes. Eles ficam lá, por meses a fio, devido a falta de diagnósticos do Francisca Mendes”, assinalou Luiz Castro.

 

Atenção básica

O parlamentar da Rede também lembrou da falta de eficiência na atenção básica de saúde, de responsabilidade da Prefeitura de Manaus. “Caso atuassem com competência, haveria melhor identificação dos pacientes com ou sem diabetes rápido. Falha o Município e o Estado em situações que devem ser obrigatoriamente priorizadas, além de tudo, prejudicando atendimento nos dois hospitais”, afirmou Luiz Castro.

Luiz Castro diz que pacientes ficam nos hospitais, por meses a fio, devido a falta de diagnósticos do Francisca Mendes.

Ala psiquiátrica

Outra situação encontrada pelo deputado estadual, quando visitou o Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo – no início deste mês – é a da inércia da construção da ala psiquiátrica. A unidade de saúde estadual atende pacientes com surtos de transtornos mentais, mas atualmente são precariamente atendidos.

“O governo federal enviou repasses para a obra, ainda não finalizada e não sabemos o por quê. E, apesar dos esforços dos trabalhadores do Platão, não há apoio efetivo e humanizado a essas pessoas, que  acabam sendo levados ao Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, sem as mínimas condições de higiene”, finalizou Luiz Castro.

 

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