
Esposa de Wilson Justo, Fabíola Rodrigues, segue internada e teme por sua segurança. Foto: Reprodução
Um mês após o assassinato do advogado Wilson Justo Filho, morto com quatro tiros pelo delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, no Porão do Alemão, na Ponta Negra, as outras três vítimas, aos poucos, tentam retomar suas rotinas.
O contador Maurício Carvalho Rocha, atingido com um tiro na altura da costela esquerda, tem colaborado com as investigações. Plenamente recuperado após a retirada do projétil, ele esteve na Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e prestou informações para o Procedimento Administrativo (PAD) instaurado contra o delegado.
Gustavo teve o porte de arma suspenso no mesmo dia do crime. Ele permanece preso preventivamente em uma cela especial do Grupo Fera, na Delegacia Geral.
Ato covarde e terrorista
Maurício afirma que já conseguiu voltar à sua rotina e que, mesmo após o ocorrido, não tem evitado sair à noite. Diz se sentir tranquilo.
Sobre os rumos da investigação, ele estima que o trabalho das autoridades envolvidas revele o que de fato ocorreu naquela noite.
“Espero que a investigação aponte, realmente, para o que aconteceu e que fique claro a desproporcionalidade da reação covarde, terrorista, irresponsável, desequilibrada e fatal deste servidor público e que por muito pouco não acabou em uma tragédia de maiores proporções”, declarou.
Há duas semanas, o Ministério Público denunciou o delegado por homicídio triplamente qualificado e a Justiça acatou a denúncia.
A esposa de Wilson, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, que também foi atingida com um tiro na perna, segue internada.
Ela já precisou se submeter a outras três cirurgias, a última na sexta-feira (22), para cessar a infecção.
Para esta semana, um novo procedimento deverá ser realizado. O caso dela ainda requer cuidados médicos. Fabíola tem evitado falar com a imprensa e teme por sua segurança.
A reportagem do Portal do Marcos Santos tentou ouvir a vítima Yuri Paiva, mas ele não respondeu as mensagens enviadas.
Catharina Estrela, advogada que a OAB-AM inscreveu para acompanhar o caso, informou que “um pouco antes do início do recesso, o acusado foi citado para apresentar a defesa, esse é o procedimento legal”, disse.
Os advogados tem evitado prestar mais informações sobre o processo.
Missa de 1 mês
Nesta segunda-feira (25) pela manhã, amigos e familiares de Wilson participaram de uma missa alusiva a um mês de falecimento do advogado. A celebração foi na Paróquia de Nossa Senhora da Amazônia, no Alphaville.
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