05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Casas mais antigas de Manaus recebem instalações elétricas e novos telhados na Bernardo Ramos

Publicado em 04 de setembro, 2017

As casas 69 e 77 da rua Bernardo Ramos, feitas à base de taipa (barro e madeira), estão sendo reformadas pela Prefeitura, passando por adequações de acessibilidade e troca da cobertura. Fotos: Alexandre Fonseca/ Seminf

Feitas à base de taipa – barro e madeira – e pedra, as casas mais antigas de Manaus, 69 e 77, no Centro Histórico, reformadas pela Prefeitura de Manaus, entram em fase de adequações de acessibilidade da estrutura e da troca da cobertura, com a substituição das telhas de barro por capa de canal, tipo de telha que remete à época de fundação das casas, datadas do período colonial.

A obra, de responsabilidade Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), já teve a fase de retirada dos revestimentos das residências concluída e já foram confeccionados o lastro de concreto, alvenaria, estrutura de madeira da cobertura, instalações elétricas e sanitárias. Agora, a Seminf acompanha a troca das telhas e o serviço no forro em madeira. As casas também receberão pisos em ladrilhos desenhados e em madeira, sempre remetendo aos materiais originais.

Localizadas na rua Bernardo Ramos, as casas 69 e 77 carregam em sua arquitetura uma parte da história de Manaus, do período colonial, e são consideradas as residências mais antigas da capital amazonense, construídas em 1819. Depois de dez anos fechadas e após a desistência de três empresas em operar a reforma, a Prefeitura de Manaus retomou a obra com recursos do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultura (Funpatri), que elegeu essas casas para aplicação do recurso.

Cessão de uso

De acordo com o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, as casas compõem um conjunto arquitetônico que é muito importante para a revitalização do Centro Histórico de Manaus. Após reformadas, será concedido, por meio de edital, a cessão de uso do espaço, de forma que a sociedade e turistas possam ter acesso às construções e a história das casas. O objetivo, segundo ele, é dar prosseguimento às ações de ressignificação do Centro Histórico da Cidade.

Para isso, estão sendo feitas adaptações a fim de garantir acessibilidade de todos, segundo projeto coordenado pela Manauscult. “Toda a estrutura seguirá as normas de acessibilidade, rampas banheiros adaptados, todos os equipamentos necessários para que seja acessível ao público manauara e aos turistas”, comentou Bernardo Monteiro de Paula.

Histórico

A casa 69 possui 137,86 m², onde funcionava um escritório de contabilidade, há mais de dez anos, quando foi desapropriada pela Prefeitura por conta do valor histórico da residência.

A casa de número 77, que faz esquina com o beco José Casemiro, tem 151,24m², e já foi um bar antes de ter a desapropriação aprovada. Em Manaus, o Funpatri foi criado pela Lei nº 722, de 4 de dezembro de 2003, e regulamentado pelo Decreto nº 8.525, de 21 de junho de 2006.

A troca da cobertura acontece com a substituição das telhas de barro por capa de canal, tipo que remete à época de fundação das casas, datadas do período colonial

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