
Movimentação dentro do TJAM antes do início da sessão no plenário, onde não será permitido uso de celulares e câmeras. Equipe do PMS acompanha a cobertura. Foto: PMS
O julgamento do narcotraficante e um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), o réu João Pinto Carioca, o “João Branco”, e de mais quatro denunciados pelo assassinato do delegado da Polícia Civil, Oscar Cardoso, atrasou nesta sexta-feira (25), no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Centro-Sul.
Previsto para iniciar às 8h30, ocorreu um atraso de mais de uma hora no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Este é um dos julgamentos mais aguardados da pauta da Justiça amazonense, que coloca no banco dos réus os acusados de planejar e executar o assassinato do delegado, ocorrido em 2014. A sessão ainda não havia começado até às 10h25 de hoje.
A previsão é que o julgamento possa durar até domingo. Cardoso foi morto por volta das 16h do dia 9 de março de 2014, com 18 tiros de pistola ponto 40 e 9 milímetros, no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus.
Em razão do interesse em torno do caso, o Tribunal de Justiça montou um esquema especial para que a imprensa pudesse acompanhar a sessão. “João Branco” está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e será ouvido por meio de videoconferência. Os outros réus são Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará” – que estava preso na Penitenciária Federal de Mossoró, em RN, e foi trazido a Manaus – e também Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes e Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”.
Serão ouvidas testemunhas de defesa e acusação, num total de dez pessoas convocadas para depor. Dentre elas, duas são testemunhas confidenciais. A acusação é feita pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e a defesa por um grupo de advogados dos réus.