Estou escrevendo porque não consigo mais ficar de braços cruzados vendo a situação que está passando o filho da minha empregada, Leandro, que tem 15 anos, é surdo, mudo e tem retardo intelectual. Nos últimos anos tenho acompanhado o esforço de Beth para que o filho frequente a escola.
Todos os dias, Beth sai da colônia Santo Antonio, bairro onde mora, às 4h30, para trazer o filho na escola que fica aqui na Av. Tokio, no conjunto Campos Elíseos e que é uma escola para crianças surdas e mudas.
Acontece que Leandro tem retardo intelectual e Beth vem sofrendo ameaças da escola de tirá-lo de lá. Antes, Leandro estudava em tempo integral, ou seja, de 7h às 16h30. De tanto a escola pressionar, Beth passou a traze-lo apenas no horário de 7h às 11h30. E agora, como se não bastasse ter de pagar por festas, comemorações, material escolar etc., Beth está sendo pressionada a trazer Leandro apenas 3 vezes na semana. Isso é um absurdo!!!
Acompanho o sacrifício de Beth há 4 anos. Conheço sua luta… ela é uma guerreira. O que a escola está fazendo com ela e seu filho é humilhante. Todos os anos ela é obrigada a fazer os exames de eletroencefalograma, cardiograma e tantos outros exames no inicio do ano letivo, sob a pena de, se não o fizer, o garoto não mais frequentará a escola.
Agora eles estão exigindo que o garoto tome remédios para frequentar a sala de aula. Entretanto seu neurologista, Dr. Renildo, que atende na Policlínica Danilo Correa, da Cidade Nova, diz que não há necessidade de Leandro tomar esses medicamentos e até já se dispôs a vir na escola e explicar isso à direção e aos professores… mas lógico, eles não querem.
Essa é uma escola de freiras… freiras dos infernos (que Deus me perdoe) !!!
O nome da escola é Filipo Smaldone, fica na Av. Tokio no conjunto Campos Elíseos.
Enfim, meu querido… a quem recorrer? Ao conselho tutelar? Ao Ministério Público? Ao Papa?
Me ajude… do jeito que está não pode continuar.
Mira Macedo