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O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, confirmou que, a partir das 10h desta quinta-feira (6), apenas 30% da frota de ônibus circulará na capital, caso o pagamento dos trabalhadores não seja efetuado até as primeiras horas da manhã.
Segundo Givancir, a paralisação é consequência da falta de repasses financeiros às empresas de transporte, o que inviabilizou o pagamento dos salários da categoria. De acordo com dados apresentados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o governo estadual acumula uma dívida de quase R$ 90 milhões, dos quais apenas R$ 18 milhões teriam sido quitados recentemente.
O presidente do sindicato evitou entrar no mérito da disputa entre governo e empresários, afirmando que a entidade não pretende discutir a responsabilidade pelo impasse. “Eles que se resolvam. Não quero saber de quem é a culpa. Eu quero que eles se entendam e garantam o pagamento da categoria. É só isso”, declarou.
Givancir reforçou ainda que o sindicato não recebe recursos diretamente e atua exclusivamente na defesa dos trabalhadores. “É lamentável e triste para os rodoviários e para a população. Mas nós estamos fazendo o nosso papel, que é defender o lado mais fraco, o trabalhador”, afirmou.
A paralisação pode impactar diretamente centenas de milhares de passageiros que dependem do transporte público para se deslocar em Manaus. Até o momento, o Sinetram e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) não se manifestaram oficialmente sobre a regularização dos pagamentos ou planos de contingência.
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