
Desmatamento na Amazônia atinge menor patamar para 1º semestre em 10 anos
A Amazônia registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor área com sinais de desmatamento detectados por satélite em uma década. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (10/7), pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Entre janeiro e junho, o sistema identificou 1.295 km² de áreas sob alerta de perda de vegetação nativa no bioma, o menor nível para o período desde a criação da série histórica, em 2016. Em junho de 2026, os avisos de desmatamento somaram 297,26 km², ante 457,61 km² em junho de 2025 — queda de 35,0%.
No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos de desmatamento na Amazônia somaram 2.485,90 km², ante 3.959,98 km² no mesmo intervalo do calendário anterior (agosto de 2024 a junho de 2025) — redução de 37,2%.
O nível anterior mais baixo foi em 2017, quando 1.332 km² ficaram sob alerta nos seis primeiros meses do ano. Desde então, o total do primeiro semestre havia oscilado entre 1.645 km², em 2024, e quase 4 mil km², em 2022.
Outro bioma que também registrou queda no desmatamento foi o Cerrado. Entre janeiro e junho deste ano, o Deter identificou 3.142 km² de áreas com indícios de retirada da vegetação nativa no bioma, o menor desde 2021.
Em junho de 2026, os avisos de supressão da vegetação nativa no Cerrado somaram 481,53 km², ante 508,69 km² em junho de 2025 — queda de 5,3%. O Inpe registra que houve significativa cobertura de nuvens durante o mês passado, o que pode ter dificultado o mapeamento em determinadas regiões.
No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 4.689,40 km², ante 5.091 km² no mesmo período do calendário anterior — queda de 7,9%.
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