07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Marciele destaca papel da cunhã-poranga como símbolo da identidade amazônica

Publicado em 07 de julho, 2026

Campeã pelo Caprichoso em 2026, artista afirma que sua atuação no Festival de Parintins representa ancestralidade, cultura e defesa dos povos originários. (Foto: Divulgação)

A cunhã-poranga Marciele Nogueira, de 32 anos, afirmou que seu papel no Festival Folclórico de Parintins vai muito além da apresentação na arena do Bumbódromo. Campeã pelo Boi Caprichoso em 2026, a artista vê a personagem como uma forma de representar a cultura amazônica, a ancestralidade e a força dos povos originários.

Em entrevista à CNN Brasil, Marciele relembrou sua trajetória desde que assumiu o item, em 2017, e destacou que a experiência transformou sua compreensão sobre a responsabilidade de ocupar o posto.

Segundo ela, ser cunhã-poranga significa representar histórias e identidades que ultrapassam a disputa entre os bois. A artista afirmou que cada movimento realizado durante a apresentação carrega um significado ligado às suas raízes e à conexão espiritual com seus ancestrais.

“Ser cunhã-poranga vai muito além da arena, dança. É representar mulheres, é carregar uma história, uma ancestralidade e uma responsabilidade muito grande”, declarou.

Marciele também ressaltou a importância de mostrar uma Amazônia que ultrapasse os estereótipos relacionados apenas à floresta. Para ela, o festival é uma oportunidade de apresentar ao público a diversidade cultural, as tradições e as lutas dos povos que vivem na região.

“Sou uma mulher indígena e tenho muito orgulho das minhas raízes. Estar na arena é uma oportunidade de mostrar a minha cultura, minha arte e minhas lutas”, afirmou.

Além da atuação no festival, a cunhã-poranga revelou que pretende ampliar sua atuação em projetos ligados à valorização da cultura indígena e ao incentivo para que crianças e jovens tenham orgulho de suas origens.

Com uma trajetória marcada pela representatividade, Marciele diz que seu maior objetivo é usar sua visibilidade como uma ponte entre a Amazônia e outras regiões do país, inspirando novas gerações.

“Se a minha trajetória puder inspirar outras meninas a acreditarem nos seus sonhos sem abrir mão da sua identidade, vou sentir que conquistei algo ainda maior do que qualquer título”, afirmou.

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