
Digital 60+: Defensoria do Amazonas convoca especialistas para curso voltado a pessoas idosas
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) amplia a proposta pedagógica do curso “Defensor Digital 60+” ao integrar à grade da formação profissionais de diferentes órgãos que atuam na defesa dos direitos da pessoa idosa. A iniciativa reúne especialistas da rede de proteção para promover uma capacitação mais completa, com ensino de ferramentas tecnológicas, cidadania, segurança e autonomia para o público 60+.
“O Defensor Digital 60+ não se resume a trazer conhecimentos sobre como usar tecnologias digitais. Ele é um curso que, em sua concepção, é o exercício ativo da cidadania. Logo, o conhecimento dos direitos que protegem a pessoa idosa é parte essencial desse processo de empoderamento”, afirma o defensor público Marcelo Pinheiro, que coordena o curso e o Núcleo de Atendimento e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa (Nuappi).
A participação desses profissionais faz parte da concepção do curso desde a sua criação. A proposta é oferecer aos alunos uma experiência multidisciplinar, conectando inclusão digital a temas essenciais como direitos da pessoa idosa, prevenção a golpes virtuais, proteção social e acesso a serviços públicos.
Com a presença de especialistas da rede de proteção, os participantes têm acesso a orientações práticas e informações qualificadas sobre situações que impactam diretamente o cotidiano da população idosa, especialmente no ambiente digital. A medida também fortalece a articulação entre instituições que atuam na promoção e garantia de direitos no Amazonas.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 78% das pessoas com 60 anos ou mais já possuem celular e quase 70% utilizam a internet, o que significa um crescimento expressivo na última década. Ter acesso, no entanto, não é o mesmo que ter autonomia.
Conforme Marcelo Pinheiro, a formação busca preencher essa lacuna. Ele explica que o objetivo não é apenas que o aluno saiba fazer uma videochamada, mas que crie redes de apoio e acesse serviços públicos com independência.
“O cenário de desinformação está entre os temas centrais do curso, que inclui também conteúdos sobre inteligência artificial e deepfakes, os vídeos e imagens gerados artificialmente que imitam a realidade”, comenta o defensor público.
“É necessário aprender a filtrar, pois em tempos de pós-verdade a competência crítica em informação se torna indispensável”, completa.