23/JUL 2026
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Professores da rede estadual de ensino programam paralisação para o dia 28

Publicado em 08 de abril, 2017

Por Gabriel Machado

Professores e funcionários da rede pública de ensino do Estado agendaram uma paralisação geral de atividades – em seus três turnos – para o dia 28 de abril. O objetivo da greve momentânea é que o grupo consiga dialogar com o governador do Amazonas, José Melo, para debater o congelamento salarial da categoria, que está sem reajuste desde 2014. Na última quinta-feira (06/04), professores e servidores da área de Educação realizaram um protesto em frente à sede do Governo, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, mas não conseguiram encontrar com o governador, que estava em outro compromisso.

“Lá [na sede do Governo], fomos recebidos pelo chefe da Casa Militar, coronel Wilson. Ele nos disse que o governador estava ocupado, mas cobramos ali uma data para que pudéssemos conversar com Melo. O coronel falou que não tinha autorização para agendar nenhum compromisso para o governador, e que o mesmo teria afirmado que daria uma resposta ao nosso documento de reivindicações, mas sem previsão”, contou Lambert Melo, coordenador da Associação Movimentos de Luta dos Professores de Manaus (Asprom).

Após o protesto na sede do Governo, o grupo de servidores se reuniu em uma assembleia no bairro Aparecida, centro da capital amazonense. Lá, foi decidida a realização de uma nova paralisação de atividades, agendada para acontecer no dia 28 de abril, nos três turnos. “Caso a gente não seja atendido, novamente, nossa única opção será realizar uma greve geral”, completou Lambert Melo.

O grupo iniciará a concentração em frente à sede do Governo, no próximo dia 28, a partir das 8h. Por volta das 10h, os servidores pretendem entrar no prédio para conversar com José Melo. Caso não sejam atendidos, eles deverão realizar uma nova assembleia para esquematizar uma greve geral de atividades.

Apoio da OAB

Na quarta-feira (05/04), professores e servidores da área de Educação do Estado tiveram uma reunião com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Amazonas, Marco Aurélio Choy. De acordo com o coordenador da Asprom, a entidade demonstrou apoio total à causa da classe e teria marcado um encontro com a Comissão de Acompanhamento Sindical para a tarde de sexta-feira (07/04).

Na reunião, a OAB analisará as propostas dos servidores e ajudará o grupo a elaborar um documento – em nome da Instituição – que será encaminhado ao Governo, solicitando esse diálogo entre Melo e os professores.

Reivindicações

Os professores e servidores da rede pública de ensino do Amazonas reivindicam reajuste salarial de 25% – acumulado da inflação dos anos de 2015 e 2016 -, 5% de aumento real do salário e outros 17 itens relacionados às condições de trabalho dos professores nas escolas públicas do Estado.

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