30/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Filho é acusado de mandar matar o pai e a irmã em Coari. Mais dois são presos

Publicado em 20 de fevereiro, 2017

O delegado Juan Valério disse que foi possível identificar os criminosos por meio de imagens das câmeras de vigilância da residência onde ocorreu o crime. Foto: Divulgação

Glauco Luiz Antony Barros, 29, conhecido como “Neto”, é acusado de ter encomendado a morte do próprio pai, o dentista Francisco Ferreira Barros, 72, e da irmã dele, Glaucia Rayssa Antony Barros, 25. No sábado (18/02) , ele foi preso com as duas pessoas que teriam cometido o crime: João Oliveira dos Santos, 26, o “Joãozinho”, e Kaisoney Pena da Silva, 21, conhecido como “Neyzinho”, 21.

O crime ocorreu na última quinta-feira (16/02), na Rua Dois de Agosto, bairro Tauá-Mirim, onde as vítimas moravam, em Coari, município distante 363 quilômetros em linha reta de Manaus. De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Valério, os mandados de prisão foram expedidos sábado, dia 18, pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de Coari, Fábio Lopes Alfaia, depois que investigadores da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Coari e a equipe da DEHS conseguiram identificar os três infratores, após análise das imagens captadas pelas câmeras de segurança do imóvel onde ocorreram os crimes. O trio foi interceptado em locais distintos. “Neto” foi preso por volta das 18h30 de ontem, dia 19, na Rua Joani, bairro Urucu, perto da casa da sogra dele. Os demais na Rua Francisco Batista Neto, bairro Santa Helena, em Coari.

“Já tínhamos a suspeita de que “Joãozinho” estivesse envolvido, em função dos registros das câmeras. Ele confessou o crime e explicou todo o esquema criminoso. Em depoimento, João apontou “Neto”, que é filho do dentista e morava na residência do pai, como o mandante do crime que terminou em duplo homicídio”, argumentou Juan Valério.

O delegado da DEHS disse, também, que a companheira de “Neto” declarou, em depoimento, que estava com o filho no colo no momento em que “Joãozinho” e “Neyzinho” invadiram a casa do médico. A mulher enfatizou, ainda, que um dos infratores chegou a apontar uma arma de fogo em direção a ela.

“Kaisoney nega participação no crime, mas a esposa de “Neto” o reconheceu como o homem que apontou a arma em direção dela. Ele declarou à polícia que não estava lá, mas “Joãozinho” forneceu detalhes bem específicos, inclusive da participação dele no crime”, informou Valério.

As investigações em torno do caso irão continuar, segundo Juan Valério, para verificar o envolvimento de outras pessoas na ação criminosa. “Neto”, “Neyzinho” e “Joãozinho” foram indiciados por homicídio qualificado. Ao término dos procedimentos cabíveis na delegacia eles serão encaminhados à unidade prisional de Coari, onde irão permanecer à disposição da Justiça.

 

 

 

 

 

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