
Alckmin defende Pix e reage a ofensiva dos Estados Unidos
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) saiu em defesa do Pix na manhã desta quinta-feira (2), após relatório dos EUA citar o meio de pagamento em um relatório anual sobre questões comerciais.
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“O Pix é um sucesso. Custo zero para o contribuinte. Não existe nenhum problema em relação ao Pix. É só esclarecer”, afirmou Alckmin em entrevista a jornalistas.
O vice-presidente respondeu a um questionamento sobre um novo documento publicado pelo governo norte-americano nesta quarta (1º), que afirma que o método de pagamento pode gerar uma “desvantagem” para empresas norte-americanas que atuam no setor mercado de crédito, como Visa e Mastercard.
“O Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Representantes de empresas dos Estados Unidos manifestaram preocupações de que o Banco Central do Brasil concede tratamento preferencial ao Pix, o que prejudicaria fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz trecho do documento, que tem mais de 500 páginas.
Alckmin também destacou que a orientação do presidente Lula (PT) em relação aos Estados Unidos continua sendo pela busca de diálogo. Mas que, por enquanto, ainda não há data para um encontro com Trump, antes previsto.
Alckmin deve ser exonerado do cargo até o último dia permitido pela lei eleitoral.
O presidente Lula (PT) confirmou, na última terça (31), que Alckmin será candidato à reeleição como vice-presidente na chapa dele.
O prazo para a desincompatibilização, a qual exige que ocupantes de cargos no Executivo deixem as funções para concorrer às eleições em outubro, se encerra neste sábado (4).
As exceções incluem os cargos de presidente e vice-presidente que irão concorrer à reeleição.
A exigência foi criada na legislação eleitoral para impedir o abuso de poder político ou econômico na corrida às eleições por meio do uso de recursos da máquina pública.