07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tradicional distribuição de peixe vira alvo de deboche por Salazar e provoca polêmica nas redes sociais

Publicado em 29 de março, 2026

Tradicional distribuição de peixe vira alvo de deboche por Salazar e provoca polêmica nas redes sociais

A tradicional distribuição de pescado em Manaus, realizada anualmente para reduzir a vulnerabilidade alimentar de famílias em situação de risco, voltou ao centro do debate público — desta vez, não pelo alcance social, mas pelo uso político da iniciativa.

A ação, promovida tanto por órgãos do Governo do Amazonas quanto pela Prefeitura de Manaus, é consolidada há anos como política de assistência, especialmente em períodos sazonais, como datas religiosas. Voltada à população de baixa renda, a entrega de peixes, como o tambaqui, tem como objetivo garantir alimento na mesa de milhares de famílias.

Vereador

No entanto, o tema ganhou repercussão após declarações e conteúdos publicados pelo vereador Sargento Salazar (PL), que ironizou a iniciativa em redes sociais. O tom adotado gerou reação imediata de internautas e ampliou a discussão sobre os limites entre crítica política e desrespeito a ações de caráter social.

Em vídeo publicado pelo político, o tom de deboche ainda incluí uma criança venezuelana, relacionando a entrega de pescado ao fato da mesma ainda não ter idade para votar.

Propostas

Nas redes sociais, usuários criticaram o posicionamento do parlamentar e cobraram maior foco em propostas concretas. Comentários destacaram que a distribuição de pescado não é uma ação pontual ou eleitoreira, mas uma prática consolidada, realizada há anos por diferentes gestões, com foco na segurança alimentar de diversas famílias.

Em uma cidade marcada por desigualdades históricas, iniciativas de assistência social seguem sendo fundamentais.

Processos na Justiça

Ano passado, conforme levantamento do jornal Folha de S. Paulo, Salazar acumulava ao menos 24 investigações ou ações judiciais desde 2009, envolvendo crimes militares, abuso de autoridade e até homicídios. Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a maioria dos processos já foi encerrada — entre prescrições, absolvições e arquivamentos — enquanto parte ainda segue em tramitação.

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