14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Megaoperação contra garimpo ilegal inicia na Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso

Publicado em 26 de março, 2026

Foto: Divulgação/MPI

O Governo do Brasil começou nesta semana uma megaoperação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, para retirar garimpeiros que têm promovido a exploração ilegal de ouro dentro do território. O garimpo é o epicentro da megaoperação, contudo toda e qualquer ilicitude será combatida nas incursões.

O processo de desintrusão é conduzido de forma transversal, com participação de diversos órgãos federais, entre eles o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam. Por razões operacionais, detalhes como duração da ação, efetivo empregado e meios utilizados não são divulgados neste momento. A medida busca preservar a efetividade da operação e a segurança das equipes envolvidas.

A TI abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuído em sete aldeias. Sua extensão perpassa a área dos municípios de Conquista D’oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. O território foi homologado em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal do garimpo.

O ouro possui alto valor de mercado e seu potencial econômico tem chamado a atenção de invasores que, atentos à valorização, enxergam no metal uma boa saída para o enriquecimento ilícito. Atualmente, a TI Sararé conta com 4.200 hectares atingidos, de um total de 67 mil hectares, conforme dados do Censipam – Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, órgão vinculado à Defesa.

Plano como referência

O Plano de Desintrusão da Terra Indígena foi elaborado no âmbito do Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas (CIDTI), por um grupo de trabalho específico responsável por coordenar, acompanhar e orientar a execução das ações no território. O documento, mantido sob sigilo por razões operacionais, serve como referência para a retirada de não indígenas e da infraestrutura instalada por eles, garantindo a proteção e preservação do território. Ressalta-se que a elaboração e execução das ações também estão alinhadas à decisão judicial relacionada ao caso.

Para manter o fator surpresa da operação, o Plano de Desintrusão não foi anunciado anteriormente, assim como a deflagração do processo de desintrusão nesta quarta-feira (25).Durante os dois primeiros dias de incursões, 51 pessoas foram presas. É neste cenário que as equipes já estão atuando para devolver a posse da terra e o usufruto aos indígenas, protegendo a vida do povo Nambikwara, seus usos, costumes e território.

Agência Gov

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.