07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonas sai na frente e regula crianças na internet

Publicado em 17 de março, 2026

Foto: Divulgação

O Amazonas já possui uma legislação específica para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, antecipando um debate que ainda avança no âmbito federal. A iniciativa é de autoria do deputado estadual Roberto Cidade e estabelece diretrizes para a atuação de menores como influenciadores digitais.

A Lei nº 7.763/2025 regulamenta a participação de crianças e adolescentes em atividades com fins comerciais ou promocionais na internet, impondo limites e regras para evitar exploração, exposição indevida e prejuízos ao desenvolvimento físico e emocional.

A norma surge em um cenário de crescimento acelerado da presença de menores nas redes sociais, muitas vezes inseridos em rotinas de produção de conteúdo que, na prática, configuram trabalho — ainda que disfarçado de entretenimento.

Entre os principais pontos da legislação estão a exigência de acompanhamento dos responsáveis, a garantia de que a atividade não prejudique a educação e a convivência familiar, além da proibição de conteúdos que exponham crianças a situações vexatórias, violentas ou inadequadas à faixa etária.

A lei também busca coibir o chamado “trabalho infantil digital”, estabelecendo critérios para evitar que a exposição online com fins comerciais seja tratada como atividade informal ou recreativa.

Para Roberto Cidade, a iniciativa responde a uma mudança concreta na realidade social. Segundo ele, o avanço tecnológico trouxe novas oportunidades, mas também riscos que exigem atualização das normas de proteção.

O parlamentar defende que a legislação estadual se antecipa ao chamado “ECA Digital”, proposta em discussão no âmbito federal que pretende ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Entre as medidas previstas nesse novo marco estão a obrigatoriedade de remoção imediata de conteúdos relacionados à exploração infantil, a adoção de ferramentas de controle parental e mecanismos de verificação de idade por parte das plataformas digitais.

A proposta também abrange conteúdos ligados à violência, pornografia, uso de drogas, automutilação e jogos de azar, ampliando a responsabilidade das empresas de tecnologia sobre o ambiente digital.

Na prática, a legislação amazonense se coloca como um primeiro passo concreto diante de um cenário ainda em construção no país: o da proteção efetiva de crianças em um ambiente onde exposição, monetização e vulnerabilidade caminham lado a lado.

Assuntos relacionados: #Amazonas, #Internet, #Criancas, #ECA, #RobertoCidade, #ProtecaoDigital, #Aleam

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.