
Caso reforça a importância de identificar sinais de violência sexual contra crianças e adolescentes e denunciar às autoridades. (Foto: Reprodução)
Um homem de 64 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), suspeito de estuprar quatro netas, com idades entre 7 e 12 anos, além de ter abusado sexualmente da própria filha anos antes. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no Ramal do Santo Antônio, na zona rural de Manaus.
Segundo as investigações, o suspeito se aproveitava de momentos em que ficava sozinho com as crianças para cometer os abusos e utilizava ameaças para impedir que elas contassem o que estava acontecendo.
O caso veio à tona em junho deste ano, quando uma das vítimas, de 9 anos, apresentou uma forte crise de ansiedade e revelou aos pais os abusos sofridos. A partir do relato, a família procurou a polícia e as investigações apontaram que outras três netas também eram vítimas do investigado. Durante a apuração, familiares informaram ainda que uma das filhas do suspeito também teria sido abusada por ele no passado.
Com base nas provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva do homem, que responderá pelo crime de estupro de vulnerável.
Casos de violência sexual nem sempre deixam marcas físicas. Especialistas alertam que mudanças repentinas de comportamento podem ser um dos principais indícios de que uma criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de abuso.
Entre os sinais de alerta estão:
Embora esses sinais não confirmem, por si só, a ocorrência de violência sexual, eles indicam a necessidade de atenção e investigação.
A denúncia é fundamental para interromper o ciclo de violência e garantir a proteção da vítima. Casos suspeitos podem ser comunicados por diferentes canais:
As autoridades orientam que familiares, vizinhos, professores e qualquer pessoa que perceba sinais de violência não ignorem a situação. A denúncia pode ser feita mesmo diante de uma suspeita, cabendo aos órgãos competentes investigar o caso.
Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), informações que possam identificar as vítimas foram preservadas.
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