
No processo, o ex-presidente responde por acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e associação criminosa. (Foto: Reprodução)
O juiz federal Alvin Hellerstein marcou para 1º de junho de 2027 o início do julgamento de Nicolás Maduro nos Estados Unidos. A data foi definida durante uma audiência realizada nesta quarta-feira (22), em Nova York, onde o ex-presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos.
A sessão durou poucos minutos e teve como objetivo estabelecer o cronograma do processo criminal movido pela Justiça norte-americana.
Maduro e Cilia Flores foram capturados em janeiro deste ano durante uma operação das Forças Especiais dos Estados Unidos em Caracas e, desde então, estão sob custódia das autoridades americanas.
No processo, o ex-presidente responde por acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e associação criminosa. Ambos se declararam inocentes de todas as acusações.
O governo dos Estados Unidos afirma que Maduro liderou um esquema ligado ao tráfico internacional de drogas e, desde 2019, deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela.
Durante uma audiência realizada em janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e voltou a acusar os Estados Unidos de promoverem ações para destituí-lo do poder com o objetivo de controlar as reservas de petróleo venezuelanas.
O julgamento está previsto para começar em junho de 2027, quando terão início a apresentação das provas e os depoimentos das partes envolvidas no processo.
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