
Os dados mais recentes mostram que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se intensificou em julho (Foto: NOAA Satellites)
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou, nesta quinta-feira (9), uma nova atualização sobre as condições do El Niño e apontou que o fenômeno deve ganhar força nos próximos meses. Segundo a agência, há 81% de probabilidade de que o evento atinja intensidade muito forte entre outubro e dezembro deste ano.
Se a previsão se confirmar, este poderá ser um dos episódios mais intensos registrados pela NOAA desde o início da série histórica, em 1950. A agência também estima 97% de chance de que o El Niño permaneça ativo até o início da primavera de 2027.
Os dados mais recentes mostram que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se intensificou em julho. Na região Niño-3.4, principal referência para monitoramento do fenômeno, a temperatura da superfície do mar está 1,2°C acima da média. Já na região Niño-4, o desvio é de 0,5°C, enquanto na área Niño-1+2, próxima à costa da América do Sul, o aquecimento alcançou 2,7°C acima da média.
A NOAA também identificou aquecimento nas águas profundas do Pacífico, provocado por uma onda Kelvin de subsidência, que empurra a camada de transição entre as águas quentes e frias para níveis mais profundos, favorecendo o fortalecimento do sistema.
Além disso, os especialistas observaram mudanças no padrão dos ventos sobre o oceano e aumento da formação de nuvens de tempestade na região central do Pacífico, enquanto a atividade diminuiu nas proximidades da Indonésia. Esses fatores são considerados indicativos da consolidação do El Niño.
De acordo com a agência, embora um episódio intenso não provoque os mesmos efeitos em todas as regiões do planeta, quanto maior sua intensidade, maior é a probabilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, excesso de chuvas e alterações significativas nos padrões de temperatura.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento persistente das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, quando as temperaturas permanecem pelo menos 0,5°C acima da média durante vários meses consecutivos.
Veja mais notícias em Geral