07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Levantamento aponta 126 mortes no trânsito de Manaus no primeiro semestre de 2026

Publicado em 07 de julho, 2026

Colisão entre veículos durante forte neblina causa ferido e congestionamento no Tarumã

Estudo indica crescimento no número de vítimas fatais e defende ações integradas para fortalecer a segurança viária na capital. (Foto: Reprodução)

O trânsito de Manaus registrou 126 mortes entre janeiro e junho de 2026, segundo levantamento sobre a segurança viária na capital. O número representa um aumento de 1,61% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 124 óbitos.

Apesar da diferença ser pequena, os dados reforçam que os acidentes de trânsito continuam sendo um dos principais desafios para a saúde pública e evidenciam a necessidade de ampliar políticas voltadas à prevenção e à redução da violência nas vias.

O estudo mostra que março concentrou o maior número de vítimas fatais, com 25 mortes. Na sequência aparecem maio, com 23 registros, abril, com 22, janeiro e fevereiro, ambos com 21, enquanto junho apresentou o menor índice do semestre, com 14 óbitos.

Os impactos também são sentidos na rede estadual de saúde. Nos seis primeiros meses do ano, mais de 13 mil pessoas precisaram de atendimento após se envolverem em acidentes de trânsito. Apenas em junho foram registrados 1.077 atendimentos, sendo 689 relacionados a ocorrências com motociclistas. Atualmente, cerca de 75% dos leitos destinados ao tratamento de pacientes vítimas de trauma estão ocupados por pessoas feridas em sinistros viários.

Diante desse cenário, o mestre em Engenharia e especialista em trânsito Mário Ricardo Carvalho defende o fortalecimento de políticas públicas voltadas à segurança no trânsito. Entre as propostas apresentadas por ele estão o projeto Me Sinto Seguro, voltado à conscientização da população sobre a responsabilidade compartilhada na construção de um trânsito mais seguro, e a criação de um Fórum Permanente de Mobilidade Urbana e Humana, Multimodalidade, Gestão do Trânsito e Segurança Viária.

A iniciativa pretende reunir representantes dos governos municipal, estadual e federal, além de instituições de ensino e pesquisa, órgãos de fiscalização, entidades da sociedade civil, setor produtivo e especialistas para discutir soluções conjuntas, elaborar estratégias e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana.

Segundo Mário Ricardo Carvalho, a redução das mortes no trânsito depende da atuação integrada entre educação, fiscalização, engenharia de tráfego, planejamento urbano e comportamento responsável dos condutores. Para o especialista, a construção de um trânsito mais seguro exige compromisso contínuo tanto do poder público quanto da sociedade.

O levantamento também identifica os principais fatores associados aos acidentes fatais. Entre eles estão o excesso de velocidade, a falta de atenção ao volante, a combinação de álcool e direção e a participação em corridas ilegais. As colisões aparecem como o tipo de ocorrência mais frequente entre os casos com mortes, seguidas por atropelamentos, quedas de motocicletas e choques contra objetos fixos.

Na distribuição por regiões da cidade, a Zona Leste concentrou 33,06% das mortes registradas no semestre, enquanto a Zona Norte respondeu por 29,84% dos casos. Com base nesses indicadores, o estudo recomenda que campanhas educativas, reforço da fiscalização e investimentos em infraestrutura viária tenham prioridade nessas áreas da capital.

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