
Cena de Matheus Cunha provocando japonês ganha repercussão: ‘Foi aloprar’
Assim que o árbitro italiano Maurizio Mariani encerrou a partida entre o Brasil e Japão, com a vitória da Seleção Brasileira, por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), em Houston, nos Estados Unidos, pela segunda fase da Copa do Mundo, Matheus Cunha chamou atenção da torcida brasileira. Afinal, o camisa 9 não deixou sem resposta os japoneses que estavam no banco de reservas. Ao apontar a mão com os cinco títulos mundiais da Seleção Brasileira, Matheus Cunha não perdeu a chance de provocar os rivais.
Antes da partida, alguns jogadores do Japão falaram que o o Brasil de “antigamente era forte”. A entrevista de Kento Shiogai repercutiu nos bastidores da Seleção Brasileira e teria motivado a reação do camisa 9 brasileiro. Na imagem é possível notar que Matheus Cunha faz o número 5 com a mão simbolizando os cinco títulos mundiais do Brasil.
Nas redes sociais, torcedores brasileiros gostaram da atitude do atacante, do Manchester United, da Inglaterra, e reafirmaram que a Seleção precisa mais desse tipo de reação.
Em entrevista, o jogador, que é reserva da Seleção Japonesa, disse que o Brasil, adversário do Japão, não é mais o mesmo de antes.
“Brasil já foi uma potência, mas e agora? Eu acho que apenas a França e a Argentina são fortes. Eu não tenho escutado muito sobre o Brasil hoje em dia”, disse Kento Shiogai.
O Brasil começou melhor diante do Japão. Com as linhas avançadas, incluindo Marquinhos e Gabriel Magalhães jogando à frente da divisória do gramado, a Seleção não deixou os japoneses saírem do campo de defesa. E o time do técnico Hajime Moriyasu nem estava disposto a isso: tinha três zagueiros e seis no meio-campo. A intenção era clara: jogara no erro do Brasil.
A situação mudou muito aos 22 minutos, quando houve a pausa para hidratação. Aí foi a vez de o Japão voltar com as linhas avançadas, não deixando Brasil sair do campo de defesa. Foram minutos e mais minutos com a Seleção rodando a bola no entorno da própria área. Numa dessas, Danilo errou passe no meio-campo, Sano interceptou e os japoneses avançaram com três em velocidade, abrindo a defesa brasileiro. O próprio Sano bateu rasteiro no canto direito de Alisson, abrindo o placar.
Carlo Ancelotti mexeu na Seleção no intervalo. Sacou Lucas Paquetá, que deixara o campo mancando, e colocou Endrick. O atacante deu mais movimentação ao ataque, e o time como um todo melhorou. Rayan passou a aparecer na direita, Vini Jr voltou a ser perigoso pela esquerda e Casemiro, que até então fazia partida ruim, se redimiu: aos 9, Gabriel Magalhães cruzou da esquerda no segundo pau, e o volante cabeceou para empatar.
O Brasil seguiu pressionando, principalmente na base dos cruzamentos à área. Mas foi quando colocou a bola no chão que chegou ao gol da virada: aos 50, Rayan recuperou a bola e tocou para Bruno Guimarães, que deu a quarta assistência nesta Copa do Mundo para o gol salvador de Gabriel Martinelli.
