14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ações de reordenamento e assistência social são intensificadas no terceiro dia da operação ‘Centro Mais Seguro’

Publicado em 28 de junho, 2026

Foto: Divulgação/Semcom

A Prefeitura de Manaus deu sequência, neste sábado, 27/6, ao terceiro dia consecutivo de ações integradas da operação “Centro Mais Seguro”. As equipes concentraram as fiscalizações, abordagens e serviços na região da orla da capital, atuando diretamente nas proximidades da feira da Banana, feira da Manaus Moderna e do mercado municipal Adolpho Lisboa.

A força-tarefa promove o reordenamento comercial, limpeza pública, melhorias de infraestrutura e acolhimento social.

A operação é uma política pública permanente da gestão municipal voltada à requalificação do centro histórico, buscando a organização dos espaços públicos e o apoio a populações em extrema vulnerabilidade. Neste sábado, a ação contou com servidores das secretarias municipais da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc); Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc); Limpeza Urbana (Semulsp); Infraestrutura (Seminf); do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb); Guarda Municipal (incluindo as Rondas Ostensivas Municipais — Romu); Fundo Manaus Solidária (FMS); Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Vigilância Sanitária municipal (Visa Manaus).

Acolhimento

A Semasc atua na identificação e acolhimento de pessoas em situação de rua, encaminhando-as para a rede de apoio municipal. A gerente do serviço especializado em abordagem social da secretaria, Clicia Lima, detalhou o andamento das atividades da pasta.

“A nossa atribuição é identificar as situações de pessoas mais vulneráveis, principalmente as pessoas em situação de rua. Elas estão sendo abordadas, convidadas e conduzidas até o nosso Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro Pop. Lá existe toda uma equipe e um amparo para que eles possam receber o atendimento necessário, com uma escuta qualificada e um atendimento humanizado, como tem que ser”, explicou Clicia.

O Fundo Manaus Solidária (FMS) também compõe a linha de frente no atendimento humanitário e na triagem para os abrigos de acolhimento. O presidente do órgão, Rafhael Pina, apresentou um balanço dos primeiros dias e relembrou o histórico positivo de ações semelhantes da prefeitura.

“Esse é um papel importante, porque são as pessoas invisíveis, aquelas que a população, mesmo no Centro, pouco enxerga, mas que para a gente importam. Então a gente está fazendo um trabalho de triagem, levando para o Centro Pop, onde recebem banho e alimentação. De lá, nós os destinamos para diversos abrigos, para quem quer participar dessa reintegração na sociedade”, informou.

Ao ser questionado sobre o volume de atendimentos e o mapeamento da região, Pina ressaltou o caráter estritamente voluntário das abordagens e estipulou metas. “Até então, nós já atingimos mais de 60 pessoas que quiseram voluntariamente atendimento. Fizemos essa triagem, encaminhamos para a área da saúde e para abrigos. A gente pretende bater a meta do ano passado, quando nós resgatamos aproximadamente 200 vidas. E cada vida que a gente salva é muito importante para a gente”, salientou.

Ordenamento

Na vertente do comércio, a Semacc atua diretamente na organização das feiras, mercados e do comércio ambulante na área da orla. O diretor de Feiras e Mercados da secretaria, Roberto Bezerra, ressaltou que os trabalhos seguirão por tempo indeterminado e detalhou o raio de atuação das frentes de trabalho.

“A gente sabe que aqui há uma grande concentração de vendas, de invasores e de outros serviços que a gente também está fazendo. Ela vai se estender, não tem prazo para acabar. Mas hoje a gente concentra as ações na Manaus Moderna, no Adolpho Lisboa, em toda essa parte da orla. Várias secretarias atuando juntas, cada uma na sua função, e a gente quer deixar Manaus mais bonita e mais organizada”, ressaltou.

O diretor explicou que a regularização do comércio informal na região cumpre uma diretriz prioritária da prefeitura para reordenar a porta de entrada da cidade, oferecendo alternativas institucionais para os trabalhadores locais.

“A gente está no cartão-postal da cidade. Quem chega e quem sai da cidade vem a partir da orla. Então, o ordenamento é a determinação do prefeito Renato Junior: ordenar e organizar de forma humanizada. Quem não tiver autorização, é pedido para ir para outro local ou a gente também consegue outras áreas”, acrescentou.

A operação “Centro Mais Seguro” seguirá um cronograma contínuo e intersetorial. A expectativa da administração municipal é de que, ao longo dos próximos 30 dias, os impactos estruturais e sociais consolidem um centro histórico mais seguro, limpo, acessível e acolhedor para moradores, comerciantes, trabalhadores e visitantes.

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