
Nessa alegoria vai surgir a cunhã-poranga Marciele Albuquerque. (Foto: Elinaldo Tavares)
Peta Cid
Especial para o Portal Marcos Santos
A alegoria da Cobra Grande, a Lenda Amazônica da primeira noite do Boi Caprichoso, foi conduzida nesta manhã de quinta-feira, 25, para a área de concentração do Bumbódromo.
O módulo central, a cabeça da cobra, chamou a atenção e tomou conta da rua Fausto Bulcão. O módulo é obra do artista Alex Salvador. As demais estruturas e módulos que fazem parte da alegoria serão montadas na área de concentração. “A galera pode esperar um grande espetáculo, show de acabamento, pintura, movimento, aparição sensacional do item. Essa alegoria da cabeça até uma parte do corpo tem 25 metros”, revelou.
Nessa alegoria vai surgir a cunhã-poranga Marciele Albuquerque.
Na narrativa do Caprichoso, o mesmo chão que se ajoelha diante de Nossa Senhora do Carmo reverencia encantados como a Cobra Grande, guardiã dos rios e dos segredos da Amazônia, que faz morada debaixo da majestosa Catedral.
Fé, crença e ancestralidade não disputam espaço, mas convivem como partes de uma mesma alma coletiva.
No imaginário parintinense, a Cobra Grande é uma das lendas mais populares. Os antigos contam histórias incríveis da lendária, como a da praia do meio, o banco de areia que surgia na frente da cidade e era habitado por ela. Nos últimos anos, o banco de areia voltou a surgir.
Para os místicos, a Cobra Grande é a Senhora da Encantaria, guardiã dos portais por onde transitam os encantados, os espíritos das matas, os seres do fundo e as memórias ancestrais
que continuam vivas no imaginário do povo parintinense.