
Cabo da PM é preso suspeito de explorar sexualmente adolescentes em casa de prostituição em Petrópolis
Um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) foi preso preventivamente na última segunda-feira (22), em Manaus, suspeito de comandar um ponto de exploração sexual que envolvia adolescentes de 15 e 17 anos oriundas do município de Itacoatiara, a 176 quilômetros da capital.
As jovens teriam sido recrutadas por meio da falsa promessa de oportunidade de trabalho.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), com apoio da Polícia Militar do Amazonas, após denúncia repassada por uma organização não governamental à Ronda Maria da Penha. A informação inicial apontava que uma adolescente de 15 anos, desaparecida desde o início de junho, poderia estar no local.
As investigações indicaram que o imóvel, localizado no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus, funcionava como casa de exploração sexual, sendo alugado em nome do militar investigado. No local, também eram aliciadas outras mulheres.
Segundo a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o suspeito utilizava uma plataforma on-line para divulgar imagens e serviços sexuais, além de agendar encontros no imóvel. O espaço também era monitorado por câmeras internas, que permitiam o acompanhamento da movimentação de clientes e vítimas.
Durante a operação, foram apreendidos um caderno com registros de valores cobrados pelos programas — que variavam em torno de R$ 150 — além de pagamentos realizados via Pix ou em espécie.
De acordo com o diretor da Diretoria de Justiça e Disciplina da PMAM, coronel PM Corrêa Júnior, policiais da Ronda Maria da Penha atenderam a denúncia no dia 18 de junho e encontraram no imóvel uma adolescente e uma mulher adulta. A jovem apresentava sinais de abalo emocional e relatou situação de dependência financeira relacionada a dívida.
No local, também foram encontrados preservativos, máquina de pagamento eletrônico, anotações financeiras com nomes e valores, além de documentos que ajudaram a identificar o responsável pelo imóvel.
O militar atuava em funções administrativas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) e foi afastado imediatamente das atividades. A corporação instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com prazo de 180 dias, e ele pode ser expulso definitivamente da PMAM.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para aprofundar a apuração do caso. O suspeito foi autuado por rufianismo, favorecimento à prostituição e exploração sexual, e permanece à disposição da Justiça.
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