
Cada peça preserva características únicas da madeira, tornando impossível a reprodução exata de um modelo. (Foto: Divulgação)
As biojoias produzidas pela designer amazonense Alessandra Andrade ganharam um espaço exclusivo na Galeria Ateliê Helerson da Maia durante o Festival de Parintins. A parceria reúne duas referências da criação artística regional e valoriza a moda inspirada na floresta amazônica.
Biojoias amazônicas ganham vitrine em espaço de Helerson da Maia em Parintins. O material utilizado por Alessandra é coletado em áreas de Novo Airão, município onde a artista vive há cerca de dez anos. Entre as matérias-primas estão troncos transportados pelas águas dos rios, árvores caídas naturalmente e resíduos de marcenaria obtidos de uma fundação especializada em marchetaria.
O acabamento das biojoias recebe fibras indígenas de tucumã, incorporadas ao processo artesanal que transforma resíduos naturais em acessórios exclusivos. Segundo a designer, cada peça preserva características únicas da madeira, tornando impossível a reprodução exata de um modelo.
A aproximação com Helerson da Maia começou em uma edição anterior da Feira D, em Parintins. O estilista já conhecia o trabalho da artista e passou a adquirir algumas peças. A relação evoluiu para uma parceria comercial durante o festival deste ano.
Além da exposição na galeria, Alessandra também participa da FanFest e da Feira D, ampliando a presença de suas criações nos principais espaços voltados à economia criativa durante o período festivo.
Com quase duas décadas dedicadas ao artesanato, a designer afirma que busca traduzir a identidade amazônica em cada obra. Para ela, o uso de materiais recolhidos na natureza reforça a conexão entre arte, sustentabilidade e valorização da floresta.
Reconhecido como um dos principais nomes da moda e das artes visuais do Amazonas, Helerson da Maia desenvolve trabalhos que unem referências indígenas, caboclas e técnicas internacionais. No Festival de Parintins, é responsável por indumentárias de destaque para itens oficiais dos bois-bumbás e mantém sua galeria como espaço de difusão da produção artística amazônica.
A parceria entre os dois artistas reforça o papel da moda como expressão cultural e amplia a visibilidade de produtos sustentáveis desenvolvidos a partir de matérias-primas da floresta.
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