
Filhos do Festival mantêm viva a memória de Caprichoso e Garantido
Entre fotografias, reportagens e narrativas, filhos e netos de famílias que ajudaram a construir a história do Festival de Parintins seguem preservando a memória dos bois-bumbás por meio da comunicação. A paixão herdada de gerações se transforma em registros que ajudam a eternizar o maior espetáculo cultural da Amazônia.
No Boi Garantido, o fotógrafo Sidney de Carvalho Simas carrega um dos sobrenomes mais simbólicos da cultura parintinense. Bisneto de Lindolfo Monteverde, fundador do boi da Baixa do São José, e neto da Mestra da Cultura Popular Maria do Carmo Monteverde, ele cresceu cercado pelas tradições que ajudaram a moldar a identidade cultural da ilha.
Atualmente coordenador de Fotografia da Prefeitura de Parintins, Sidney vive a experiência de registrar o festival com olhar profissional. Segundo ele, a função exige distância da torcida, mas permite contribuir para a preservação da memória cultural do município.
“Essa posição, embora me mantenha fora da festa como torcedor, permite que eu atue como um preservador da memória, utilizando as lentes para documentar a essência da cultura que minha família ajudou a edificar”, afirma.
Para Sidney, manter viva a herança dos Monteverde vai além da arena. O trabalho diário de registrar imagens e acontecimentos também representa uma forma de honrar a história construída pelas gerações anteriores.
Do lado azul e branco, a jornalista Peta Cid também transformou a tradição familiar em missão profissional. Filha de Edinelza Cid, ela cresceu ligada ao Boi Caprichoso e encontrou na comunicação uma maneira de fortalecer e divulgar a cultura do festival.
“Comecei no boi trabalhando com comunicação e percebi que cada conteúdo que divulgo é para mostrar a verdadeira essência do Caprichoso. Para muita gente, o Festival é diversão. Para nós, é um sentimento verdadeiro”, diz.
Mesmo quando morou em Manaus, Peta manteve a ligação com o boi. Ela acompanhou eventos, participou das atividades promovidas pelo Caprichoso e continuou envolvida com a cultura azul e branca.
“No Caprichoso, eu vivo essa continuidade porque nunca me distanciei. É como se toda a minha vida estivesse ligada ao boi”, relata.
Peta assina textos da revista oficial do Boi Caprichoso e também participa das publicações produzidas pela Prefeitura de Parintins para o festival. Em seus trabalhos, busca retratar o cotidiano da ilha, a cultura popular e a paixão dos torcedores.
Histórias como as de Sidney Simas e Peta Cid mostram que a memória dos bois não é preservada apenas na arena. Ela também se mantém viva nas fotografias, nos textos e nos registros produzidos por quem herdou o compromisso de contar a história de Parintins para as novas gerações.
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