04/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça condena trio por homicídio qualificado em São Sebastião do Uatumã

Publicado em 19 de junho, 2026
Justiça condena trio por homicídio qualificado em São Sebastião do Uatumã

Réus receberam, respectivamente, penas de 33 anos e 7 meses, 27 anos e 2 meses e 20 anos e 11 meses de reclusão pelo crime praticado em 2023 (Foto: Raphael Alves/TJAM)

A Justiça, com base em denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), condenou três homens pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa e corrupção de menores em São Sebastião do Uatumã. Devido às circunstâncias do caso, o processo foi desaforado para Manaus, com julgamento realizado no Fórum Ministro Henoch Reis.

O crime ocorreu em 2 de outubro de 2023, quando a vítima, Lenice Lourenço de Oliveira, foi morta por volta das 21h, nas proximidades do Igarapé do Pantanal, localizado na Rua Capitão Silvino, na região central da cidade.

A sessão plenária teve início na última segunda-feira (15/06), sob a condução da juíza Maria da Graça Giulietta Cardoso de Carvalho, e se estendeu por três dias consecutivos, com encerramento às 22h de quarta-feira (17/06).

O Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus reconheceu que a vítima havia presenciado, meses antes, um homicídio praticado por um dos integrantes do grupo criminoso. No dia do ocorrido, ela compareceu à Delegacia de Polícia de São Sebastião do Uatumã e relatou às autoridades o que havia visto.

Mais tarde, ela foi localizada e morta pelos criminosos, com a intenção de silenciá-la e assegurar a impunidade do crime praticado anteriormente.

O promotor de Justiça José Augusto Palheta Taveira Júnior, da 106ª Promotoria de Justiça da Capital e que atuou no julgamento, destacou a relevância da decisão proferida pelo Conselho de Sentença e reforçou que o trabalho da Polícia Civil, do Ministério Público e do Poder Judiciário foi realizado com seriedade e responsabilidade.

“Os jurados analisaram cuidadosamente as provas produzidas e chegaram ao veredito condenatório. Nenhuma decisão judicial é capaz de reparar integralmente a perda sofrida pela vítima e seus familiares, mas acreditamos que a Justiça foi feita e que a sociedade recebeu a resposta que esperava diante da gravidade dos fatos”, declarou o membro do MP.

Decisão

Após análise das provas produzidas durante a investigação e ao longo do processo, os jurados acolheram as teses apresentadas pelo Ministério Público e condenaram os acusados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e com a finalidade de assegurar a impunidade de outro crime, além dos delitos de associação criminosa e corrupção de menores.

Os réus foram condenados a 33 anos e 7 meses, 27 anos e 2 meses e 20 anos e 11 meses de reclusão. Por determinação do Juízo, eles seguirão custodiados enquanto aguardam o julgamento de eventuais recursos interpostos contra a decisão.

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