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O senador Eduardo Braga (MDB-AM) declarou apoio ao fim da escala de trabalho 6×1 e defendeu que o Senado Federal promova ajustes no texto aprovado pela Câmara dos Deputados para garantir uma transição equilibrada entre trabalhadores e setores econômicos.
Segundo Braga, a proposta precisa considerar as particularidades de atividades que operam em jornadas diferenciadas e serviços considerados essenciais.
“Somos favoráveis. Agora, é claro que precisamos fazer alguns ajustes. Existem setores que funcionam em escalas diferenciadas, como televisão, comunicação, serviços essenciais e atividades que operam 24 horas por dia. É preciso ter sensibilidade para isso”, afirmou.
O senador ressaltou que a mudança não pode provocar impactos negativos sobre microempreendedores e pequenos empresários, defendendo a criação de regras específicas para determinados segmentos econômicos.
“Nós não vamos prejudicar os microempreendedores. Não vamos prejudicar os pequenos empresários. Precisamos de regras de transição e de tratamentos diferenciados para alguns setores”, declarou.
Braga afirmou que grande parte da indústria brasileira já opera em escalas próximas ao modelo 5×2 e destacou que muitas empresas remuneram jornadas extras e turnos de fim de semana de forma diferenciada.
Para ele, o debate precisa levar em consideração a realidade atual enfrentada pelos trabalhadores brasileiros, especialmente nas grandes cidades.
“O que nós não podemos é achar que o ser humano suporta uma escala seis por um num mundo em que as pessoas passam horas no trânsito, têm responsabilidades familiares, estudo, qualificação profissional e ainda vivem conectadas ao trabalho 24 horas por dia”, disse.
O senador também defendeu a construção de uma nova relação entre capital e trabalho, associando desenvolvimento econômico à promoção de justiça social.
“Eu sou a favor do fim da escala seis por um e da construção de uma nova política de trabalho, com escala cinco por dois, respeitando casos especiais e garantindo que trabalhador e empresário possam sair ganhando. Democracia é isso: estimular o empreendedorismo e, ao mesmo tempo, promover desenvolvimento com justiça social”, destacou.
Eduardo Braga avaliou que existe ambiente político no Congresso Nacional para avançar na discussão da proposta e comparou o debate à tramitação da Reforma Tributária.
“No Congresso tudo é difícil quando não existe vontade política. A Reforma Tributária ficou mais de 30 anos parada. Quando houve vontade política, o Brasil conseguiu aprovar a maior reforma tributária da democracia brasileira”, afirmou.
Questionado sobre os prazos para tramitação da proposta, o senador disse acreditar que o debate pode avançar antes das próximas eleições, embora reconheça que o texto ainda deverá passar por ajustes e novas discussões no Senado Federal.
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