
Skunk e pasta-base de cocaína estavam escondidos em tonéis de óleo lubrificante dentro de carreta abordada no porto Bertollini. (Foto: Reprodução)
Uma apreensão de quase 400 quilos de drogas realizada em Manaus nesta quinta-feira (22) acabou provocando uma disputa de bastidores entre órgãos de fiscalização e segurança sobre o protagonismo da operação. A informação inicial apontava que o carregamento seguiria para embarque no Porto Chibatão, mas, no meio do trajeto, o motorista mudou a rota e conduziu a carreta até o porto Bertollini, no bairro Santo Agostinho, zona Oeste da capital.
Foi no novo destino que equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Departamento de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, e da Receita Federal realizaram a abordagem e localizaram a carga milionária de entorpecentes.
Segundo informações da operação, o veículo abordado era um caminhão-trator Volvo branco, acoplado a um semirreboque. Durante a entrevista com o motorista e passageiros, foram apresentadas notas fiscais de equipamentos eletrônicos que teriam como destino a região Nordeste do país.
As equipes, no entanto, identificaram inconsistências na narrativa apresentada e suspeitaram do comportamento dos ocupantes do veículo. Após a abertura do compartimento de carga, os agentes encontraram diversas caixas empilhadas até o fim do baú.
Durante a retirada do material, foram localizados dez tonéis de óleo lubrificante. Submersos no líquido, estavam escondidos 246 tabletes de skunk, totalizando 295,85 quilos, além de 80 tabletes de pasta-base de cocaína, com peso aproximado de 97 quilos.
A apreensão gerou prejuízo estimado em R$ 20,5 milhões ao crime organizado, segundo os órgãos envolvidos na ação.
A ocorrência, o veículo e os entorpecentes foram encaminhados para a sede do Departamento de Narcóticos, em Manaus.
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