02/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça Federal determina soltura de MC Ryan SP, Poze do Rodo e dono da Choquei

Publicado em 14 de maio, 2026

Investigados na Operação Narco Fluxo vão responder ao processo com medidas cautelares. (Foto: Reprodução)

A Justiça Federal determinou a soltura dos cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, presos durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

As decisões também beneficiaram os influenciadores Chrys Dias, Débora Paixão e Diogo Santos de Almeida. Apesar da revogação das prisões preventivas, os investigados deverão cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça.

Entre as determinações estão a obrigação de informar endereço atualizado, comparecer a todos os atos processuais e comunicar previamente qualquer mudança de residência. Os investigados também não poderão deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial e deverão se apresentar mensalmente à Justiça para comprovar suas atividades.

Além disso, a Justiça proibiu os envolvidos de deixarem o país sem autorização judicial, com entrega obrigatória dos passaportes, caso possuam o documento.

Segundo o entendimento do tribunal, ainda não havia denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal contra os investigados. A decisão considerou excesso de prazo nas prisões preventivas e ausência de elementos suficientes para manter as detenções.

Mesmo com a determinação de soltura, as defesas aguardavam a expedição dos alvarás pela 5ª Vara Federal de Santos para que os investigados fossem liberados oficialmente.

A defesa de Poze do Rodo afirmou que a decisão reconhece a ilegalidade da prisão preventiva. Já os advogados do dono da Choquei sustentaram que não é possível presumir responsabilidade criminal apenas pelo recebimento de valores oriundos de contratos publicitários.

As investigações da Polícia Federal apontam que MC Ryan SP seria um dos principais beneficiários do suposto esquema. Conforme a PF, empresas ligadas ao artista teriam sido usadas para misturar receitas legais com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Durante a operação, a Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 1,6 bilhão em bens e valores. A Polícia Federal informou ainda ter apreendido aproximadamente R$ 20 milhões em veículos de luxo durante o cumprimento de mandados em diferentes estados do país.

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