16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sessão clínica sobre hemorragia pós-parto é realizada na Maternidade Dr. Moura Tapajóz

Publicado em 29 de abril, 2026

Foto: Divulgação/Semsa

A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou, na manhã desta quarta-feira, 29/4, sessão clínica sobre as atualizações das práticas clínicas e das recomendações sobre hemorragia pós-parto, principal complicação do parto no mundo.

A atividade foi apresentada pelas residentes do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica do Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ingrid Branches Barbosa e Waléria Farias Moura e organizada pelas enfermeiras preceptoras Sabrina Amazonas, Lílian Dornelles, Andressa Roso e Sílvia Matos.

A hemorragia puerperal é uma das principais causas de mortes maternas no mundo: aproximadamente 45 mil mulheres perdem a vida, anualmente, em razão desta complicação. A hemorragia puerperal primária ocorre nas primeiras 24 horas após o nascimento. A hemorragia puerperal secundária ocorre mais de 24 horas e até seis semanas após o parto.

“Essas atualizações são indispensáveis, pois o diagnóstico precoce e a resposta imediata são as principais medidas para conter os óbitos”, ressaltou Núbia Cruz, enfermeira obstetra e diretora da MMT.

Durante a sessão, foram reforçadas e pormenorizadas as novas diretrizes internacionais, apresentadas no final de 2025, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com destaque para o mnemônico “Emotive” e o protocolo utilizado pela Organização Panamericana de Saúde (Opas/OMS)

A instituição realizou mudanças na prevenção, diagnóstico e tratamento da hemorragia pós-parto, que incluem critérios atualizados de diagnóstico e um conjunto de medidas que podem salvar a vida de dezenas de milhares de mulheres a cada ano.

“Todos os profissionais da equipe de saúde que prestam atendimento obstétrico, como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, devem estar preparados para monitorar as puérperas e atender prontamente as mulheres que apresentarem esses casos, pois os sinais e sintomas de perda significativa de sangue geralmente não aparecem até ocorrer a perda de um volume substancial”, enfatizou Núbia Cruz.

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