19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPAM cria Unidade de Cooperação Jurídica Internacional para fortalecer combate ao crime transnacional

Publicado em 28 de abril, 2026

MPAM cria Unidade de Cooperação Jurídica Internacional para fortalecer combate ao crime transnacional

Considerando a relevância estratégica do enfrentamento ao crime organizado transnacional no estado, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instituiu a Política de Cooperação Jurídica Internacional e criou, no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça, a Unidade de Cooperação Jurídica Internacional (UCJI), destinada a apoiar a atuação institucional em casos que envolvam cooperação jurídica com outros países.

A medida foi formalizada pelo Ato nº 0113/2026/PGJ, assinado pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, e tem como fundamento a necessidade de estruturar e padronizar a atuação do MPAM em demandas internacionais, especialmente diante do avanço do crime organizado transnacional no estado.

Conforme apurações internas, a instituição não contava, até então, com unidade formalmente estruturada nem fluxo normativo específico para centralização e apoio às demandas de cooperação jurídica internacional. Também foi identificada a inexistência de setor próprio para tradução oficial de documentos, demanda que vinha sendo atendida por soluções pontuais.

Com a nova política, a UCJI ficará sob gerenciamento, coordenação e supervisão do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-CRIMO), que atuará como responsável pela articulação da política de cooperação internacional no MPAM.

Promotor

Segundo o promotor de Justiça e coordenador do CAO-CRIMO, promotor Leonardo Tupinambá, a UCJI vai apoiar membros do MP em pedidos de cooperação internacional, na busca de provas no exterior e no diálogo com órgãos federais e instituições de outros países.

“Cada vez mais, investigações envolvem conexões fora do estado e até do país, como em casos de facções criminosas, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas e crimes ambientais. Essa atuação é ainda mais importante pela posição geográfica do Amazonas, pela dinâmica das fronteiras e pela presença de crimes transnacionais que impactam a segurança pública, o meio ambiente e a vida da população”, destacou.

A institucionalização da política também atribui ao CAO-CRIMO a disciplina do fluxo interno de recepção, orientação e acompanhamento das demandas relacionadas ao tema.

“Com a nova unidade, o MPAM passa a contar com uma estrutura especializada para tornar esse trabalho mais ágil, seguro e eficiente”, concluiu.

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